quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Levando a Vida

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Como os amigos visitantes deste blog já perceberam, estive bem ausente nestes últimos dias, andava sem inspiração para postar novidades. Bom, ando meio assim ainda, mas posso dizer até que é por um bom motivo. Ultimamente tenho me controlado bastante nos índices, e apesar disso, abusado um pouco das guloseimas. A verdade é que tenho levado uma vida normal, como se não fosse diabético, por isso muitas vezes não encontro assunto pra comentar aqui, porque o diabetes tem sido apenas um detalhe em minha vida, e acredito que isto é bom.


Não faz nem oito meses que sou diabético, mas é como se já estivesse convivendo com a doença há anos, me adaptei mesmo de forma que nunca imaginei que fosse possível. O único problema é que ainda custo pra aceitar certas mudanças, como a prática de exercícios, e tenho que me esforçar pra isso. No mais, estou abandonado com facilidade coisas prejudiciais á minha saúde que até pouco tempo não vivia sem, como os refrigerantes e refrescos em pó. A minha “criptonita” ainda são os biscoitos recheados.
Estou bem regrado na hora do almoço e da janta, porém ainda bastante imprudente nos lanches de intervalo, ninguém é perfeito. Rsrs. Tenho medido poucas vezes a glicemia, mas já me acostumei a ficar pouco atualizado quanto aos índices glicêmicos, porque já sei mais ou menos quando eles estão alterados ou não. Meço pelo menos 2 vezes, e no máximo 4 ao dia. No mais, tudo como antes.


Galera, eu quero deixar aqui registrado minha satisfação com os resultados que o blog tem gerado. É muito bom abrir a página e ver mais de 20 comentários nas minhas últimas postagens, eu não esperava um retorno tão bom de um blog voltado a um tema fechado. Espero poder contar sempre com vocês aqui, mesmo na minha ausência. Valeu pela força que vocês me dão!

Até mais!

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Quero só um ombro amigo

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Sei que tenho transparecido o melhor lado do diabetes, e este é mesmo o maior objetivo deste blog, mas é verdade também que na vida de um diabético, conformado ou não, não existem só alegrias, conquistas, vitórias. Temos nossos medos, inseguranças, e vez ou outras algumas escapadinhas... - fica pra outro post - Sem contar que por vezes deixamos o emocional tomar conta, e dai lá vão mais fatores para o descontrole da glicemia.

Estes dias tenho parado um pouco, deixei de lado algumas coisas para as quais dedicava certo tempo da minha rotina, como meus blogs, por exemplo. É que não estou muito legal, sei que preciso de ajuda. Quem não precisa?

Estou vivendo conflitos comigo mesmo, e tudo isto de certa forma atinge o controle da doença, uma vez que os cuidados diminuem, mas posso dizer que não é o diabetes o causador de tantos conflitos, sou eu mesmo, isso passa...

Além de outras coisas, que estão fora do foco diabetes, tenho pensado também estes dias se daqui a dez anos terei a mesma convicção que tenho hoje sobre minha condição de diabético, se daqui a dez anos não surgirão complicações, se daqui a dez anos terei a mesma vontade de superar tudo isso. Sei que estou sendo imediatista, até mesmo um tanto pessimista, sei lá. A verdade é que não estou bem. Torço pra que amanhã, ou depois, eu possa publicar algo um pouco mais motivador, até peço desculpas aos amigos leitores por desabafar com vocês, mas tem horas que é preciso. Se neste momento publicasse um post diferente, não estaria sendo sincero, estaria sendo apenas um blogueiro que quer atualizar seu blog. Hoje eu quero ser uma pessoa comum (não que eu não seja nos outros dias), com virtudes e defeitos, que só precisa um ombro amigo pra conversar.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Conversando a gente se entende!

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Amigos, eu fiquei muito feliz com um e-mail que recebi de uma leitora aqui do blog, e com devida permissão, venho postá-lo aqui, pois minha vontade é justamente a de interagir com vocês, caríssimos leitores, que de alguma forma convivem com as tristezas e alegrias vividas com o diabetes. O mais interessante é que ela é portadora do diabetes tipo 1 há 23 anos! Eu como diabético há poucos meses, só tenho a aprender com ela.


Teresa Soares;
São Paulo, SP

Olá Anderson,
Tudo bem? Meu nome é Teresa Bujokas Nunes e sou leitora assídua do seu blog. Sou diabética tipo 1 há 23 anos. Hoje tenho 30 anos. Eu acho muito legal ler sobre as experiências de outros diabéticos, porque a gente se identifica com absolutamente tudo que a gente lê e eu fico muito mais motivada de me controlar, porque se tem tanta gente que consegue, por que eu não conseguiria? Eu vejo também que eu não sou uma E.T., que existem outras pessoas como eu, passando pelas mesmas vitórias e fracassos que eu passo.
Eu li que você foi diagnosticado há 5 meses. Você parece estar se adaptando bem ao novo estilo de vida. Parabéns!!
Eu também acabei de criar um blog. Ele se chama www.diadiadiabetes.blogspot.com. O meu intuito de criar esse blog foi de falar um pouco sobre o meu dia a dia com diabetes, assim como você. Quero deixar o convite aqui para você visitar o meu blog e a gente começar a trocar informações. Acho também legal a gente divulgar os nossos blogs para que a gente consiga alcançar mais diabéticos. O que você acha?
Bom, aguardo seu retorno.
Até mais!
Teresa

O que posso dizer, além do que já disse pessoalmente á ela, é que fico extremamente feliz em saber que o blog Diário Diabetes está criando um vínculo de amizade entre nós, diabéticos que procuramos na doença uma razão a mais pra lutar, viver e ser feliz! Agradeço mais uma vez a amiga Teresa, que me cedeu gentilmente à permissão para eu pudesse publicar seu e-mail, a vocês leitores, que contribuem com o Diário, e á Deus por ter vocês comigo, me dando ânimo pra que eu possa me dedicar com alegria a este trabalho! - Á Deus vai meu agradecimento mais que especial, pois dEle vem toda minha força!

Sobre tudo o que foi dito pela amiga Teresa, posso declarar meu entusiasmo em ver que ela também pensa assim! Temos que nos unir por esta nobre causa; a de viver e conviver bem com o diabetes! Ser diabético ainda não é fácil, mas há muito deixou de ser um problema, pode ser agora um caminho que nos orienta á solução! Solução para deixarmos tantos desleixos com relação á nossa saúde, não é mesmo?


Se você também quer entrar em contato para compartilhar histórias, desabafos, ou para simplesmente conversar com um diabético conformado, he he, ficarei feliz em ouvi-lo(a)!

Obrigado a todos!

and.s.goncalves@gmail.com

Visitem, sigam, comentem, façam parte do blog DiaDiaDiabetes!

domingo, 26 de julho de 2009

As agulhadas

Imagine alguém que tinha medo, pavor, aversão á agulhas.
Agora imaginem que este alguém hoje precisa aplicar injeções duas vezes por dia, e também furar o dedo diariamente, três, quatro vezes, mas já chegou a furar dez vezes num único dia.
Imaginem que esta pessoa sou eu, ou melhor, era eu, que tinha pavor de agulha, e hoje, por ironia do destino, precisa se utilizar dela todos os dias.
Mas é incrível como temos a capacidade de se adaptar ás coisas da vida, não é mesmo? Não digo que não dói um pouquinho aplicar as injeções e furar o dedo, mas já se tornou algo tão comum na minha rotinha, que pra mim já não gostaria mais de viver sem isto, ao não ser é claro, que por algum milagre eu me visse livre da doença, mas hoje vejo o quanto é bom eu poder furar meu dedo todos os dias, e ver que estou no controle (ou quase...), e aplicar a insulina, sabendo que estou fazendo a coisa certa; me cuidando.

Aprendi a conviver com as agulhadas contínuas, e acho até que a dor causada por elas é algo tão suportável, que chega a ser irrelevante, e pelos benefícios que elas nos trazem, realmente vale apena não abrir mão de tantas furadas no dedo, nos braços, nas pernas, pra poder enfim viver uma vida normal. Incomum, mas normal.

Decidi que as agulhas farão parte da minha vida, e aprendi a gostar delas, afinal, odiá-las só me faria mal, e não ajudaria em nada, me traria apenas problemas, e eu não quero problemas, quero soluções.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Diabetes – De sentença de morte á doença da longevidade


Esta não é, de maneira alguma, uma forma exagerada de lembrar a doença.
Houve o tempo em que o diabetes era sinônimo de sofrimento, que não dava esperança nenhuma de vida longa ao diabético. Ter esta patologia, especialmente o tipo 1, antes da tão extraordinária descoberta da insulina, era pior que ser portador do HIV nos tempos hoje, pois nem mesmo drogas capazes de dar um sopro de vida existiam. Se o paciente vivesse mais um ou dois anos, teria vivido muito. Em 1921, esta história começaria a mudar. Uma descoberta feita por Frederick Grant Banting seria um primeiro, e importante salto para o tratamento do diabetes. Confira na página da SBD.

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Mas foi então a partir de 1966 que o diabético ganharia novos rumos para, finalmente, poder ter uma vida normal, ou quase. Confira aqui.


Hoje, tantos avanços na medicina, apoio de ONGs, e quem diria; até mesmo uma grande mobilização por parte dos nossos governantes (nada mais que dever), faz do diabetes uma doença, digamos assim, aceitável. Embora a aceitação não seja bem ainda a realidade - ainda.

Mas após tantas conquistas, lutas e descobertas, podemos ter acesso á tratamento de qualidade, e com ele, passamos a descobrir um novo lado do diabetes, até então inexistente: a longevidade. Agora que podemos viver com o diabetes, é possível até mesmo viver mais com ele, pois vivemos de olho em tudo o que vai à mesa, não optamos, na maioria das vezes, pelo que pode nos prejudicar, antes damos preferência ao que nos faz muito bem, e proporciona saúde. Muito mais que antigamente, damos importância aos exercícios físicos, e permanecemos em constante vigília da doença, e de até, outras possíveis doenças, pois visitar o médico se torna parte da rotina do diabético. Antes, certamente não.

Enfim, somando todos os benefícios que ganhamos com a determinação, em se conviver com esta doença crônica, dês de que tendo a prudência e controle - meta do diabético - ganhamos sim uma vida longa, com mais perspectivas, e conseguimos ver a vida por um ângulo novo; o da superação.

Ser diabético nos dias de hoje, não é sinônimo de infelicidade, mas também não significa uma vida com mais alegrias. Não necessariamente. Só significa que daqui pra frente, teremos um caminho a mais pra seguir, que antes tínhamos, mas fingíamos desconhecer: o caminho da prudência.

E prudência é sim, sinônimo de longevidade.

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Confira também este, o primeiro post do blog!

terça-feira, 14 de julho de 2009

Depois da hipo, a hiper!

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Poxa, eu estava indo tão bem no controle, e embora tenha tido algumas hipoglicemias que voltaram a me dar sustos, poderia dizer que estava indo tudo muito bem, obrigado. Mas ante ontem foi tudo por água á baixo, e a glicemia novamente viu o 2 na frente, krkrrk!!! 275!
Pois é, este foi o número de ante ontem, mas números anteriores já apontavam pra este índice, pois meu pós-almoço estava 180, quando mais tarde fui medir, já marcava 230, e depois esse ai de 275. Mas até então não seria o pior. Ontem já vinha suspeitando de algo de errado comigo, ou a alimentação, ou alguma outra coisa qualquer, pois mesmo comendo pouco, pouquíssimo na verdade, via a glicemia super alta, e o jejum não foi diferente; 181.

É claro que tinha algo de errado, em alguns momentos aplicava a insulina e ficava sem comer, mas o resultado era o mesmo, superior a 200. O pior índice se deu por volta das 9 da noite, após a janta, chegou a marcar 311! Há mais de um mês não chegava a tanto. Não vi outra possibilidade, senão a da insulina não estar mais validada. Peguei outro frasco e apliquei 13U, sendo que já havia aplicado 20U da outra, que acreditava não estar fazendo efeito. Comi 2 fatias de pão de forma, pra não correr o risco de ter uma hipo á noite, devido á dose extra de insulina, e tomei meio copo de leite. Fui dormir triste com os índices, mas ansioso pra saber se seria este o motivo do meu descontrole.

A hora da verdade 1 – Pela manhã tive pressa em saber do jejum. E a resposta do glicosímetro não poderia ser melhor: 51! Ufa!

Ainda tinha dúvidas se o fator hiperglicemia era bem a insulina sem efeito, então fiquei igualmente apreensivo pra saber o número do pós-almoço.

A hora da verdade 2 – Tantananam... 93! Ufa! (2)

Claro que ainda não era a certeza de que todo os números anteriores não se davam pelo simples fato de eu estar comendo muito, embora não estivesse, então ainda tinha que ter mais um número satisfatório, pra me certificar de que tudo voltaria ao normal em meu controle.

A hora da verdade 3 – Todos os dias há um momento em que é realmente muito difícil a glicemia ficar abaixo de 180, que é o horário do pós-café da tarde. Acredito que isto ocorra porque nessa parte do dia a insulina já teve seu pico, e por isso não tem todo o efeito que costuma ter de manhã. Então fui medir esperando por um número um pouco mais preocupante. E não é que pela primeira vez em muuuitos dias eu vi um bom número no meu aparelinho nasse horário? 135! Ufa!! (3)

Pois é, desta vez vou ficar mais atento para os cuidados que devo tomar com a insulina, eu tenho o costume de deixar fora da geladeira antes das aplicações, pra tirar um pouco o gelo, e às vezes até esqueço. Fica 2, 3 horas lá, quando na verdade, não poderia ficar nem 1 hora sem refrigeração depois de já ter ido á geladeira. Galera, se vocês também precisam da insulina em seu dia a dia, fica uma dica: cuidado redobrado com ela, hen!

domingo, 12 de julho de 2009

Por que um blog sobre diabetes?



Uma pergunta pertinente seria esta, porque um blog sobre diabetes? Já não existem excelentes portais e sites sobre o tema, que passam informações confiáveis e possuem ótima estrutura para transmitir ao portador da doença a informação necessária?
Pois é, já existem muitos sites que fazem tudo isto, então, por que um blog?

Criei este blog no intuito de passar minhas experiências aos queridos leitores, a fim de trazer com elas um lado motivador, uma visão diferente do que se tem encontrado com relação à doença, e o convívio mútuo com ela.

É importante, tanto quanto necessário, deixar as pessoas atentas para os riscos do diabetes, e seus devidos cuidados, mas creio ser preciso mostrar pra quem ainda não aceitou sua condição de diabético, que o diabetes pode se tornar um ótimo aliado para quem quer uma vida saudável. Através do blog, posso não ter estrutura para falar do lado técnico, científico, medicinal - de tudo isso eu ouso um pouco, mas reconhecendo meu entender de leigo - porém eu posso passar algo muito mais importante do que uma avaliação científica: meu convívio diário com a doença, uma luta constante.

Fico feliz em poder partilhar contigo, amigo, leitor, diabético, blogueiro, ou amigo leitor diabético e blogueiro... Sinta-se em casa.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Hipoglicemia - Um pequeno susto

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Fazia tempo que eu não tinha que me preocupar tanto com a baixa do açúcar, mas nessa segunda tomei consciência de como o diabetes é mutável, e não dá pra relaxar.

Pela manhã tudo ok, minha glicose estava boa, 102 depois do café da manhã, mas o pós-almoço me deixou espantado, nunca tinha visto a glicemia chegar à casa dos 50 neste horário, mas desta vez havia dado 54. Eu estava de saída, super apressado, havia marcado um horário para ir à casa de uma amiga, teríamos um compromisso, e eu ainda ia ter que andar muito. No caminho comi dois ou três biscoitos recheados, e chegando lá, avisei sobre a hipoglicemia. Minha amiga, que já conhece bem minha rotina com o diabetes, me ofereceu um copo de suco e biscoitos recheados, comi, e saímos em seguida. No caminho de volta, nem passava pela minha cabeça que eu ainda poderia estar com o açúcar em baixo nível, chegamos á casa dela, que fica no caminho para a minha, e eu fiquei um pouco lá. De repente senti um leve mal estar, comecei a sentir uns formigamentos na língua, e a soar frio. Minha resposta imediata foi pegar o medidor. O índice foi assustador, pois eu ia caminhar por mais cerca de 15 minutos, se não tivesse voltado á casa dela, e nem tinha noção do perigo: glicose em 38! Imagina se eu não parasse ali para descansar e fazer o destro? Teria desmaiado na rua! Logo me vieram com um banquete de doces, suco, pão, biscoitos, comi na medida, e pude então, tranquilamente, retornar para a casa. Agora ficarei mais atento para as hipoglimemias, pois não é sempre que elas costumam dar sinais de risco antes de um índice como este.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Estranho número

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Acredita que o meu pós-almoço de ontem foi de 66?

Isso, 66!
Não entendo esse meu organismo, essa diabetes, esses números...
Hoje o pós café, foi de 178.
O que tecnicamente seria mais alto, foi uma hipoglicemia, e o que deveria ter sido mais baixo, beirou a hiper. É engraçado como sou um diabético "desconfigurado" (essa palavra nem existe, eu acho), he he, é imcompreenssível.
O histórico do meu Accu Chek é uma bagunça. É tipo assim, depois de um 200, vem um 52, seguido de um 130, e por ai vai... Não tem uma média, tem altos, baixos, super baixos, muito altos (cada vez mais raros, ainda bem), é assim.

Quem sabe com o tempo eu consiga chegar á níveis mais organizados, podendo assim estabelecer um padrão? Mas até lá, terei este estranho (des)controle.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Coisas de um diabético.


Às vezes o nosso organismo reage de forma surpreendente na hora das refeições. Tive uma ótima surpresa hoje, pois vi um índice muito agradável, depois de ter comido o suficiente pra que a glicemia tivesse subido. Meu café da manhã foi coisa de doido, comi uns 10 biscoitos de chocolate (tipo rosquinha, e não era diet), o café eu tomei com açúcar, e ainda comi um belo de um lanche com presunto e queijo. O resultado após todo este banquete foi de apenas 101mg/dL. 101! Dá pra entender o que acontece com a gente nestes momentos? Eu devo confessar que fui imprudente, só porque acreditava que a glicemia estava baixa, mandei a ver no açúcar, e comi até mais do que deveria, mas desta fez tive sorte, a glicemia foi boazinha comigo, e não me assustou. Já houve dias em que eu comi mais moderadamente, tendo um cardápio bem menos açucarado, e a vi passar de 200. Coisas de um diabético... Ontem mesmo eu comi pizza e a glicemia ficou em 93.

101 e 93 me deixam feliz da vida!

Outros índices do dia:
1 hora após o almoço - 153mg/dL
minutos antes do lanche noturno - 59mg/dL

sábado, 27 de junho de 2009

Índice dos últimos dias

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Créditos da imagem: Google

Há certos momentos de nosso dia em que ficamos tão tristes, pois mais uma vez, o glicosímetro nos mostrou que nem sempre é possível, mesmo com todo o cuidado, manter o controle...


Tenho visto, novamente, a marca de 250 no meu aparelho, e eu que há semanas não registrava mais que 180mg/dL. Ainda tento compreender, por que tem dias em que eu como muito pouco, modero em tudo, não ingiro carboidratos simples, e ainda sim o índice vem que é uma bomba, ao mesmo tempo em que ha momentos que eu até passo da conta, como um dia em que eu comi um bolo, pra lá de recheado, totalente açucarado, em porções extravagantes, e ainda assim, meu índice ficou menor que 130. Coisas de um diabético. Vai entender.

Ontem o meu pós café estava 217. O meu alívio foi saber que tempinho depois, já havia caído pra 101mg/dL. Mas tenho visto na semana alguns números próximos a 200, no horário da noite.
Vou pensar positivo, sei que ainda estou começando a me adaptar com esta rotina, e leva mesmo tempo pra adquirir um certo controle, acho que pelo tempo que tenho com a doença, até que eu já tenho obtido resultados impressionantes, então não vou viver "pré-ocupações" antes da hora.

Boa notícia pra mim. Acabei de medir a glicemia. Excelente número, 93!
No jejum estava 67.

Alguns números dos últimos destros:

  • Muito baixo
  • Muito alto
  • Na meta!

93, 67, 161, 101, 217, 62, 159, 64, 72, 168, 45, 218, 108, 62, 175, 207, 110, 220, 144, 199, 82, 48, 64, 100, 211, 243, 75, 136, 62, 222, 92, 158, 94, 204, 249, 166, 124, 74, 79...

terça-feira, 16 de junho de 2009

Estudo alarmante

A grande maioria dos diabeticos não controlam a doença, diz estudo

Notícia extraída da internet:



Um estudo recente avaliou o estágio atual do controle do diabete em 6.000 pacientes brasileiros, atendidos em serviços médicos públicos e privados de saúde.

Os resultados do estudo são alarmantes: apenas 10,4% dos pacientes com diabetes mellitus do tipo 1 e 26,8% dos pacientes com diabete do tipo 2 apresentaram um controle adequado da glicemia (níveis de açúcar no sangue), conforme a dosagem da hemoglobina glicosilada (HBA1c), exame que avalia o controle médio da doença nos últimos três meses.

Os resultados deste estudo reforçam ainda mais a importância da atualização contínua e da participação dos clínicos não-endocrinologistas nas estratégias de atenção ao portador de diabetes mellitus.

O diabetes é a quarta principal causa de morte no Brasil. O risco de morte em diabéticos é duas vezes maior que em não-diabéticos. Para que estas estatísticas sejam melhoradas, o controle efetivo do diabete mellitus passa a ser de fundamental importância.

Fonte: Portal do Coração

Esta é de fato uma realidade aterradora, visto que a doença é uma das maiores causas de morte no mundo, em alguns países estima-se ser a maior, aqui no Brasil não está muito longe disto.
Mas de quem seria a culpa? Seria falta de informação, de esforço do paciente, de prioridades dos órgãos públicos? É realmente muito difícil exercer o controle, mas com o apoio necessário, não é algo tão impossível de se concretizar. Penso também que a falha está, não só nas autoridades, mas com certeza no grande desinteresse do portador da doença, um fato que me deixa muito triste em saber que pessoas estão morrendo pelo desinteresse, somente. Não é a toa que mitos são sustentados até hoje, que diabéticos comem até se empanturrar pensando que por não ter ingerido açúcar (ou pensar não ter ingerido) estariam sob controle, livre de preocupações. Tem pessoas que simplesmente ignora a medicação prescrita, por incrível que pareça, já vi muitos casos assim, ficam atrás de curas miraculosas, de ervas com poderes medicinais, mas fazem de tudo isso um simples pretexto pra fugir da realidade, ou procurar caminhos mais fáceis, que talvez não existam. Não duvido do poder das ervas, visto que o natural existe muito antes das farmácias existirem, aliás, muitas vezes acredito mais naquilo que é da natureza como medicamento, do que da indústria farmacêutica, que visa os lucros mais que a saúde do doente, porém o tratamento convencional jamais deve ser ignorado.
O diabetes não é uma doença somente, é também um exercício de vida, no qual temos que estar atentos, determinados, dispostos a aprender com ele, se aceitamos esta condição, tudo fica mais fácil, mas temos que aceitar, antes de tudo.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Relaxando, um pouquinho...

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Pessoal, como este blog foi criado para que eu pudesse partilhar as minhas experiências com vocês, vou ter que partilhar isto também. Devo confessar que ando meio relaxado, faz caras que não pratico nenhum exercício, já nem levo meus dois pequenos (cachorros) pra passear, estou me alimentando de forma inadequada, menos alimentos saudáveis e mais frituras, industrializados, e ainda por cima estou atrasando a insulina quase todos os dias, ontem mesmo eu fui aplicar com quase quatro horas de atraso, que cabeça a minha! Bom, o pior é que eu tinha tomado um café reforçado, comido inclusive alguns biscoitos doces, pois acordei com tremedeira (hipo, na certa), só que por incrível que pareça, quando fui medir a glicemia, no momento em que me dei conta do desleixo, o resultado não poderia ser melhor, 76! E o que me conforta é saber que minha glicemia jamais esteve tão controlada, mesmo com certo relaxo, fiquei por quase uma semana sem ver os índices acima de 180, coisa que nunca tinha acontecido, e hoje a glicose estava 129 mg/dL após a primeira refeição do dia (tomei achocolatado que contém açúcar, inclusive, e comi biscoitos doce, pra variar), e agora à noite, antes da segunda aplicação de insulina, e após o café da tarde, que costuma ser o horário de maior índice, a glicemia chegou a 175, considero um bom índice, se for levar em conta o histórico desse horário, há algumas semanas atrás sempre passava de 300.
É certo que isto não significa que eu deva permanecer no desleixo, tenho que me conscientizar, que levar uma vida mais saudável, não é bom só para controlar o diabetes, pois isto o faço comendo até porcarias, mas é bom para que eu possa viver mais, e para que venha a evitar outros problemas futuramente, posso até não sofrer pelo diabetes, caso me controle, mas isto não significa que meu estilo de vida não vá me levar a um ataque cardíaco, por isso tenho que me cuidar, ser mais responsável, acho que estou precisando de uns puxões de orelha, e não posso mais contar tanto com a família pra isto, pois depois que me viram mais controlado, pararam de vez de pegar no meu pé. Amigo leitor. Deixo o espaço aberto para que você tome à liberdade de me puxar as orelhas! Tá bom?

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Diet, light, e orgânicos: Valem a pena comprar?

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Quem me conhece já sabe que ainda fico super revoltado com certas coisas que acontecem na vida de um diabético. Uma delas é ter que, em muitos casos, como o meu, depender única e exclusivamente da saúde pública pra receber o necessário ao tratamento do diabetes. O que mais me irrita, com tudo, não é nem tanto a saúde pública, pois no meu caso até que ela não é de todo o ruim, como tem sido pra muita gente, mas o que me deixa revoltado mesmo é o custo absurdo que é ter uma alimentação mais saudável nos dias de hoje. Você já parou para comparar os preços dos diet/ light com os comuns? Enquanto o pão de forma tradicional, de uma marca bastante popular, sai por 2,50 R$ à unidade de 500g, o integral, de apenas 400g e de uma marca menos conhecida sai por 4,80 R$! Outros, com 350g, de outras linhas e marcas, chegam a custar em torno do mesmo preço, apesar de apresentarem menos conteúdo na embalagem. Encontrei um mais em conta, porém a marca traz o logotipo do próprio mercado, no custo de 3,00 R$ a embalagem de 400g, ainda por cima continua caro, se for levar em conta a qualidade duvidosa.
No mundo diet não encontramos apenas pão integral, é claro, existe uma infinidade de produtos que são classificados como dietéticos ou de reduzido teor disso ou daquilo; à medida que o consumo de "besteiras" cresce no mundo, cresce também a necessidade de alimentos específicos para compensar os exageros, ou mais ou menos isso.

É até irônico, mas às vezes a saúde do corpo traz a doença do bolso!
Você já comprou alimentos orgânicos? Eu não.
Sou meio chato com relação a isso. Eu fico me perguntando por que eles cobram o dobro só pra NÃO ter que colocar certas porcarias no alimento, como adubo inadequado e agrotóxicos, deveria é sair mais barato, pela lógica. Claro, sei que não é bem assim, também existe todo um trabalho com relação ao cultivo sem pesticidas, mas não deveria custar tão mais caro, na verdade todos alimentos, ao meu entender, tinham que ser orgânicos, sem aditivos prejudiciais à saúde, assim teriam de ser produzidos á larga escala, e em contrapartida, com preços mais atraentes. Eles ainda não entendem que quando compramos o tomate, queremos o tomate, e não um agrotóxico que pode causar câncer, e não é justo pagar mais pra que ele não venha junto.
Bom, desabafos à parte, vamos ao que interessa: os preços.
Não é todo diet que custa mais caro, e a tendência é esta, se igualarem os custos, pelo menos em boa parte das opções, dependendo do tipo de produto. A maionese mais vendida no país, por exemplo, custa o mesmo preço tanto na versão comum quanto na light. A margarina de reduzido teor calórico não apresenta um custo tão elevado se comparada a normal, a diferença gira em torno de 0,90 R$, ou menos, dependendo muito da marca. Em geral, são produtos como os que estão tendo seus preços reduzidos nas versões dietéticas, como a margarina, , sorvete, e alguns outros, como a maionese e o refrigerante, o interessante é que este último não custa nem um centavo a mais que o convencional, já encontrei casos de ser até um pouco mais barato. As guloseimas, por outro lado, estão longe de um preço mais acessível ao bolso. O pior dos "assaltos", se assim quiser descrever, está mesmo na sessão mais deliciosa do supermercado. No caso dos chocolates, o negócio é ter dinheiro sobrando, ou glicemia em baixa pra beliscar um açucarado. Do contrário é melhor passar longe. Os preços podem variar muito, mas a diferença em alguns casos chega a ser assustadora, enquanto o chocolate comum de uma de uma determinada marca, embalagem de 100g, sai por menos de 2,00 R$, o que não contém açúcar custa entre 4,00 R$ e 5,00 R$, e não é o mais caro ainda. Biscoitos, é melhor nem perguntar o preço.
É obvio que tanto custo pode ter uma explicação - se é mais caro pra produzir, é mais caro pra vender, embora essa tese não se aplique a todos, alguns saem até mais baratos por ter maior proporção de água em sua composição, afim de reduzir seu teor de gordura - porém sabemos que não é bem este o único motivo dos altíssimos preços. Acontece também que existe uma procura menor, se comparada á compra dos produtos comuns, com as versões diet e light, tão como os orgânicos, só que eu acredito não ser este, ainda, o maior motivo. Creio que as indústrias procuram se beneficiar da necessidade do consumidor, pergunte para o mesmo se ele compra por que quer, ou precisa. O alimento não é um produto dispensável, que você escolhe comprar ou não, e se a saúde não permite que você adquira os mais baratos, e se o bolso permitir, você fará o máximo para comprar o que precisa, muitas vezes não pergunta nem o preço, e as industrias adoram isso.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Diabetes: Uma nova condição

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Quando estamos passando por algum problema, ou dificuldade, alguém sempre nos diz que tudo vai passar.
É verdade, tudo passa, seja aqui, em vida, ou depois dela.
Mas, e se durante esta vida o problema não passar?
O jeito é a aceitação.
Ter diabetes é ter que saber que sempre teremos diabetes, mesmo na esperança da cura; precisamos entender que se ela não vier, teremos de conviver assim.
Não dá pra esperar pelo inesperado, o tempo não permite.
Não dá pra fingir que nada aconteceu, pois diabetes é um acontecimento entanto.
Temos que aceitar nossa nova realidade: a vida com mais saúde, ou com mais problemas, tudo vai depender.

Algumas pessoas estranham em me ver mais feliz, pensando que fiquei feliz por ter diabetes. Ninguém é feliz por levar um soco na cara, ou por perder um emprego, e muito menos por ter uma doença crônica. Mas de fato, sim, estou mais feliz. Estou mais feliz porque aprendi a viver com diabetes, ou melhor, aprendi a viver. Só isso.
Aceitei minha condição, como um tetraplégico aceita a sua, e continua a sorrir.
O que é diabetes perto da invalidez?
Aceitei estar vivo, e continuar.
Se vou viver mais dez, vinte anos, só Deus sabe, mas eu sei que viverei mais, pode ser mais um minuto, ou mais um dia, já é mais... Claro que espero viver muito, muito mais.
Diabetes, pra mim, nada mais é que uma nova condição.
Sabe quando nossa mãe nos diz: "você só vai comer doce com uma condição..."
É mais ou menos assim.
Hoje eu sei que só poderei viver bem se tiver certos cuidados, e ter mais consciência, esta é a minha nova condição.

domingo, 10 de maio de 2009

Diabético: Pode ou não pode?

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A pergunta que me fazem frequentemente, e creio eu que á todos os outros diabéticos, é: "você não pode mais comer doces?"
A resposta é simples...
Sim, e não, talvez. Tudo isso. Essa é a resposta. Na verdade, eu também gostaria de perguntar, em particular para você diabético. Você pode comer doce?
Minha companheira de blogosfera Luciana Oncken, do blog "Viver com Diabetes",
diz que prefere evitar os doces, pois é do tipo 2, e controlar a hiperglicemia fica mais difícil nesses casos. Uma amiga da minha mãe que descobriu que tem diabetes à algum tempo e depende da insulina carrega com sigo sempre algo doce na bolsa, pois pode vir a precisar do açúcar em casos de hipoglicemia, sintoma mais comum em insulinodependentes, como eu. No meu caso, como também faço aplicações de insulina diariamente, e como moderadamente, de forma fracionada, acabo por ter uma certa tendência a hipoglicemias, por tanto, em determinados momentos eu posso, preciso, e devo comer algo doce. Por outro lado, há momentos que eles me são proibidos, sim, e estes momentos são quando estou com glicemia elevada. Comê-los quando o açúcar no sangue já está alto seria como beber e dirigir: você pode até não morrer por isso, mas correrá sérios riscos.

O que nem todos sabem, no entanto, é que não é o açúcar o único vilão, ou amigo, da história. Um salgado, por exemplo, pode apresentar maior índice glicêmico do que um doce, ou seja, aumentar mais a glicose no sangue do que aquele que contém o açúcar simples.
Se você é diabético, provavelmente já foi advertido por seu médico: "não pode abusar das massas, das carnes gordas, nem mesmo das frutas..." Mas os que não convivem com a doença, muito que provavelmente estão a pensar como antigamente: "diabético só não pode comer doce".

Podemos comer de tudo, mas não tudo, de uma só vez.
Podemos fazer de tudo, tudo que nos de prazer.
Podemos ser normais, e diabéticos. Por que não?
Podemos viver e aprender com a vida.
Podemos ser saudáveis, com ou sem a doença.
O que não podemos mesmo é deixar de viver!

E moderar, é claro...

(Consulte regularmente seu médico e/ou nutricionista!)

sábado, 9 de maio de 2009

Diabetes no Brasil: direitos negados

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Não há dúvidas de que a medicina avançou muito nos últimos anos com relação ao diabetes. Hoje temos todos os tipos de insulinas, remédios orais, e até cirurgias em fase experimental à busca da cura. Mas será que todo esse avanço se reflete também aqui no Brasil?
Um dia desses, eu assisti a uma reportagem na tv aberta contado a história de uma menininha de Minas Gerais que precisava fazer as medições com o glicosímetro cinco vezes ao dia, mas o posto que lhes fornecia as fitinhas, que por sinal são extremamente caras, só entregava o suficiente pra fazer o exame duas vezes/dia apenas. Na entrevista a mãe contava que ela não podia aplicar a insulina na criança sem antes fazer o teste de glicose, pois poderia levá-la a uma hipoglicemia, em caso do açúcar já estar baixo no momento da aplicação. Como insulinodependente posso dizer que é bem assim mesmo.
Alguém que depende do hormônio e que esteja realmente interessado em controlar o diabetes, fará o teste apenas duas vezes por dia? Quem aplica a insulina sabe que é praticamente impossível, pelo menos no início do tratamento, como deveria ser o caso dessa criança, não precisar das fitinhas ao menos quatro vezes entre as principais refeições. Não adianta falar "é só se controlar", que essa tática nem sempre funciona nos insulinodependentes. Em certos momentos precisamos comer um pouco mais, e ingerir algo doce, em outros não podemos comer nada por um determinado período, e como saber ao certo o que fazer se não soubermos como está a quantidade do açúcar no sangue? No meu caso, dês de que dei início ao tratamento para o diabetes (dieta, exercícios) a falta do glicosímetro me rendeu várias visitas ao hospital, todas elas por hipoglicemia grave. Hoje me controlo muito mais, pois posso fazer o destro cinco vezes ao dia, antes ou após cada refeição, e isso também inclui as aplicações de insulina, que apesar de serem sempre aplicadas no mesmo horário, devem ser administradas com cautela, com a certeza de que me alimentei corretamente antes ou após a injeção. De início, duas fitinhas realmente não dão...

O problema é ainda maior em algumas regiões do país, que não possuem nem ao menos o estoque necessário de insulina, agulhas, glicosímetro e fitinhas para a população portadora de diabetes, que vem crescendo a cada dia.
Acredito sim que os avanços são expressivos, até mesmo aqui no Brasil, mas em comparação a países desenvolvidos, como o Estados Unidos, estamos mesmo a anos-luz de distância do ideal.

Diabetes é uma doença crônica e sem cura, que muitas vezes não pedimos pra ter, não fazemos nada que favoreça seu surgimento, mas ela vêm. Então porque não temos o direito, mesmo pagando por eles, de ter o tratamento adequado com os recursos que nos são nossos também, como o dinheiro público?

Moro em São Paulo, capital, e tive a sorte de conseguir tudo, absolutamente tudo que é necessário para o meu tratamento gratuitamente. Não deveria ser sorte, mas apenas um direito de todos nós brasileiros.

Sobre os direitos do diabético, vale apena conferir:
Sociedade Brasileira de Diabetes
ANAD

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Um dia inteiro sem "hiper"!

Bom, não foi desta vez, ainda, que tive um dia inteiro de controle sobre o açúcar, mas pelo menos hoje foi o primeiro dia, dês de que faço as medições com o glicosímetro em casa, que não tive nem um episódio de hiperglicemia, ou seja, glicose acima de 200 mg/dl.
O dia foi bem tranquilo com relação aos índices, mas tive uma hipoglicemia que me deixou meio preocupado, pois tenho tido muitas "hipos" ultimamente. Á tarde a glicemia estava em 52... Que descuido o meu, pois saí pra passear com o cachorro sem ao menos fazer o destro antes. Mas no resto do dia correu tudo bem, e o maior índice foi de 189, antes da janta. Estou feliz com os resultados. Quero melhorar mais a cada dia!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Primeiro dia de total controle, ou quase...

http://www.kithelp.com/modelos/img/glicosimetro_t.jpg

De todas as vezes que já fiz o tal do destro em casa
(como nós diabéticos chamamos o exame de glicose), oficialmente foi hoje a primeira ver que minha glicemia se comportou como a de um não diabético... Ou quase isso.
Já venh
o furando meu dedo diariamente há pouco mais de duas semanas, e dentre esse espaço de tempo já vi minha glicemia estar 45 mg/dl á noite e logo no dia seguinte, após o jejum das oito horas, saltar para 229. Vi a mesma subir pra 406, e no mesmo dia cair e subir novamente, pra 416. E em outra ocasião vi a taxa glicêmica em 41. Isso tudo foi só em quanto eu podia medir. Quando não media era bem mais descontrolada, me levando até a internação por hiperglicemia e duas semanas depois, por hipo. Bom, é outra história. O que eu quero partilhar agora é a minha alegria em saber que hoje, após um histórico de descontrole absoluto, já estou aprendendo a me controlar (finalmente!), pois das cinco vezes que fiz o destro, nenhuma estava nem abaixo de 70 nem acima de 200. Ainda tive que comer meio pacote de negresco pra não ter uma hipoglicemia, porque a glicose estava em 76 mg/dl. Claro que não engoli tudo de uma só vez, como fazia antes, não sou louco! Comi bem lentamente, aos pouquinhos, enquanto estava andando, e a taxa glicêmica não deu um pulo, como de costume, apenas teve pico de 194 (o maior índice do dia) e minutos depois já estava em 160!

Na verdade não é de hoje, exatamente, que eu venho aprendendo a exercer um certo controle do açúcar. A cada dia que passa a minha glicemia fica um pouco menos descontrolada que a do dia anterior, mas sempre com algumas "hiper" e várias "hipos". Bom, desta vez não teve nem uma nem outra, pelo menos até agora.

Ainda vou jantar e tomar o café da noite, mas este é justamente o horário mais fácil de controlar a glicemia, então espero continuar bem “controladinho” até a noite pra ir dormir feliz por completo e comemorar o primeiro dia de diabético controlado!

Más notícias (pra mim): Acabo de medir novamente, são 20 horas e 35 minutos, e glicemia de 281... Que coisa, não?

Quem sabe amanhã?

sábado, 2 de maio de 2009

Comer fora e com os amigos é tudo de bom, mas com prudência...



Sair com os amigos é muito bom. Sair com os amigos pra comer fora, então... É bom demais! Não precisa ser nada de extraordinário, com cardápio requintado. Algo simples, como uma pizza, um sorvete, já é o que torna nosso dia incrivelmente mais interessante.


Já está marcado. Hoje vou sair com meus amigos, e comer muito. Muito bem eu quero dizer.

Pois é. Ser diabético têm lá suas restrições, sim, e não devemos ignorar isso. Pelo menos não em 99% dos dias. Nos outros 1% quem sabe?
Vamos a uma esfiharia, então no cardápio, obviamente vai ter que ter esfiha. Mas sorvete e refrigerante é certo que vão estar incluídos no pedido dos meus amigos.
Mas, e no meu?
Bom, essa é a parte boa, ou ruim... Vai depender da glicemia, é claro. Espero que ela se comporte, e eu vou trabalhar pra isso (rsrs...). Afinal, se não é todo o dia que eu tenho esses momentos, quero aproveitar ao máximo, e aproveitar ao máááximo vai dês de um bom papo com a turma até uma boa comida, pra variar, e em boas porções, sem dúvida.

Pra mim já tenho uma ótima e uma má notícia: A má é que logo pela manhã a glicemia já estava nas alturas, em péssimos 258 de jejum, quando o normal no jejum é de apenas 80 mg/dl. Mas a boa notícia é que depois disso voltou ao normal, e das últimas duas vezes que medi, às dez da manhã e uma da tarde, os índices estavam abaixo de 150. Espero manter assim, ou um pouco abaixo até a noite. E vou torcer pra que minutos antes das guloseimas a glicose esteja em aceitáveis 80, 90 mg/dl, não muito abaixo, pra evitar a hipo, nem muito acima, é claro, pois vai subir consideravelmente depois da comida - industrializada e muito calórica!

No geral, como bastante verduras, legumes, frutas, e outros alimentos ricos em fibras, como os integrais. Então, que mal há, em ao menos uma "vezinha" no mês, ou na semana, que seja, abrir mão da dieta saudável e sair da rotina pra comer o que gosto? Sem nescessáriamente sair da linha, é claro.

Afinal, ser diabético exige prudência em tempo integral. E dá pra ser feliz assim...

Por outro lado, caso preciso, terei as opções diet. Posso pedir um suco com adoçante, como já fiz um dia desses em outra esfiharia. Ou então tomar um "refri" sem açúcar. Apesar de não gostar tanto dos refrigerantes diet quanto gosto dos comuns.
Comer menos do que eu gostaria de comer vai ser imprecindível em caso de glicose acima de 100 mg/dl. Mas sorverte diet será mais difícil de encontrar. Então, provavelmente terei de evitar.

Bom, independente do quanto vou poder comer ou não, uma coisa é certa: vai ser muito bom, pois estarei com meus amigos, e eles fazem tudo ficar mais doce, ainda que eu só coma salgado!

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Nas manhãs, novo sentido...

http://laionmonteiro.files.wordpress.com/2009/04/nascer-do-sol.jpg
Neste momento, não sei por quê, me bateu essa vontade de partilhar minha experiência de todas as manhãs. Aplicar insulina duas vezes ao dia, uma delas oito da manhã e sempre no mesmo horário me obrigou a mudar toda a minha rotina. Antes acordava as nove ou dez, hoje fica improvável; tenho que levantar antes de oito horas, pois dependendo dos níveis de glicose devo tomar o café antes da aplicação, pra não correr o risco de uma hipoglicemia. Esta nova rotina me fez dar mais atenção às coisas simples da vida, porém de valor inestimável, como o nascer do sol. Como é bom poder abrir a janela e contemplar algo tão magnífico. Minhas manhãs ganharam novo sentido, e será assim pra vida inteira...
Essa canção sempre completa minhas manhãs. Se você não conhece vale a pena conferir!



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