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sexta-feira, 6 de abril de 2012

Histórias de gente como a gente

Venho aqui partilhar minha alegria em descobrir - sim, a cada dia continuar a descobrir - que mais e mais pessoas estão utilizando os blogs para dividir experiências e aprendizados sobre o diabetes. Ver uma doença cronica sendo tratada desta forma, por pessoas que convivem diáriamente com ela, é sem dúvida uma grande motivação para aqueles que ainda não conseguiram se adaptar a um novo estilo de vida, imposto por essa doença. Quanto mais pessoas partilharem suas dificuldades, e por que não, alegrias, vividas através da experiência de ser diabético, melhor será para nós que procuramos sempre aprender com a vida. Viver com o diabetes, é um aprendizado constante, e como é bom poder partilhar isto. Este blog começou a partir do momento em que eu conheci a dedicação de uma blogueira diabética (Luciana Onknen) em ajudar outras pessoas. Me surpreendeu como é simples contribuir para que patologias como o Diabetes Mellitus não sejam uma sentença, mas sim uma nova chance de reencontrar a vida, e a vontade de viver.


Deixo aqui o endereço de alguns destes exemplos de vida e aprendizado:

Ps: Ha ha desculpem o formato do texto, é que o editor do blogger está bem modificado e não consegui retirar esse tal de "background", depois de adicioná-lo sem querer. Ainda não me acostumei com essa versão...

domingo, 26 de julho de 2009

As agulhadas

Imagine alguém que tinha medo, pavor, aversão á agulhas.
Agora imaginem que este alguém hoje precisa aplicar injeções duas vezes por dia, e também furar o dedo diariamente, três, quatro vezes, mas já chegou a furar dez vezes num único dia.
Imaginem que esta pessoa sou eu, ou melhor, era eu, que tinha pavor de agulha, e hoje, por ironia do destino, precisa se utilizar dela todos os dias.
Mas é incrível como temos a capacidade de se adaptar ás coisas da vida, não é mesmo? Não digo que não dói um pouquinho aplicar as injeções e furar o dedo, mas já se tornou algo tão comum na minha rotinha, que pra mim já não gostaria mais de viver sem isto, ao não ser é claro, que por algum milagre eu me visse livre da doença, mas hoje vejo o quanto é bom eu poder furar meu dedo todos os dias, e ver que estou no controle (ou quase...), e aplicar a insulina, sabendo que estou fazendo a coisa certa; me cuidando.

Aprendi a conviver com as agulhadas contínuas, e acho até que a dor causada por elas é algo tão suportável, que chega a ser irrelevante, e pelos benefícios que elas nos trazem, realmente vale apena não abrir mão de tantas furadas no dedo, nos braços, nas pernas, pra poder enfim viver uma vida normal. Incomum, mas normal.

Decidi que as agulhas farão parte da minha vida, e aprendi a gostar delas, afinal, odiá-las só me faria mal, e não ajudaria em nada, me traria apenas problemas, e eu não quero problemas, quero soluções.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Estudo alarmante

A grande maioria dos diabeticos não controlam a doença, diz estudo

Notícia extraída da internet:



Um estudo recente avaliou o estágio atual do controle do diabete em 6.000 pacientes brasileiros, atendidos em serviços médicos públicos e privados de saúde.

Os resultados do estudo são alarmantes: apenas 10,4% dos pacientes com diabetes mellitus do tipo 1 e 26,8% dos pacientes com diabete do tipo 2 apresentaram um controle adequado da glicemia (níveis de açúcar no sangue), conforme a dosagem da hemoglobina glicosilada (HBA1c), exame que avalia o controle médio da doença nos últimos três meses.

Os resultados deste estudo reforçam ainda mais a importância da atualização contínua e da participação dos clínicos não-endocrinologistas nas estratégias de atenção ao portador de diabetes mellitus.

O diabetes é a quarta principal causa de morte no Brasil. O risco de morte em diabéticos é duas vezes maior que em não-diabéticos. Para que estas estatísticas sejam melhoradas, o controle efetivo do diabete mellitus passa a ser de fundamental importância.

Fonte: Portal do Coração

Esta é de fato uma realidade aterradora, visto que a doença é uma das maiores causas de morte no mundo, em alguns países estima-se ser a maior, aqui no Brasil não está muito longe disto.
Mas de quem seria a culpa? Seria falta de informação, de esforço do paciente, de prioridades dos órgãos públicos? É realmente muito difícil exercer o controle, mas com o apoio necessário, não é algo tão impossível de se concretizar. Penso também que a falha está, não só nas autoridades, mas com certeza no grande desinteresse do portador da doença, um fato que me deixa muito triste em saber que pessoas estão morrendo pelo desinteresse, somente. Não é a toa que mitos são sustentados até hoje, que diabéticos comem até se empanturrar pensando que por não ter ingerido açúcar (ou pensar não ter ingerido) estariam sob controle, livre de preocupações. Tem pessoas que simplesmente ignora a medicação prescrita, por incrível que pareça, já vi muitos casos assim, ficam atrás de curas miraculosas, de ervas com poderes medicinais, mas fazem de tudo isso um simples pretexto pra fugir da realidade, ou procurar caminhos mais fáceis, que talvez não existam. Não duvido do poder das ervas, visto que o natural existe muito antes das farmácias existirem, aliás, muitas vezes acredito mais naquilo que é da natureza como medicamento, do que da indústria farmacêutica, que visa os lucros mais que a saúde do doente, porém o tratamento convencional jamais deve ser ignorado.
O diabetes não é uma doença somente, é também um exercício de vida, no qual temos que estar atentos, determinados, dispostos a aprender com ele, se aceitamos esta condição, tudo fica mais fácil, mas temos que aceitar, antes de tudo.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Diabetes: Uma nova condição

http://atruculenta.files.wordpress.com/2009/01/feliz.jpg

Quando estamos passando por algum problema, ou dificuldade, alguém sempre nos diz que tudo vai passar.
É verdade, tudo passa, seja aqui, em vida, ou depois dela.
Mas, e se durante esta vida o problema não passar?
O jeito é a aceitação.
Ter diabetes é ter que saber que sempre teremos diabetes, mesmo na esperança da cura; precisamos entender que se ela não vier, teremos de conviver assim.
Não dá pra esperar pelo inesperado, o tempo não permite.
Não dá pra fingir que nada aconteceu, pois diabetes é um acontecimento entanto.
Temos que aceitar nossa nova realidade: a vida com mais saúde, ou com mais problemas, tudo vai depender.

Algumas pessoas estranham em me ver mais feliz, pensando que fiquei feliz por ter diabetes. Ninguém é feliz por levar um soco na cara, ou por perder um emprego, e muito menos por ter uma doença crônica. Mas de fato, sim, estou mais feliz. Estou mais feliz porque aprendi a viver com diabetes, ou melhor, aprendi a viver. Só isso.
Aceitei minha condição, como um tetraplégico aceita a sua, e continua a sorrir.
O que é diabetes perto da invalidez?
Aceitei estar vivo, e continuar.
Se vou viver mais dez, vinte anos, só Deus sabe, mas eu sei que viverei mais, pode ser mais um minuto, ou mais um dia, já é mais... Claro que espero viver muito, muito mais.
Diabetes, pra mim, nada mais é que uma nova condição.
Sabe quando nossa mãe nos diz: "você só vai comer doce com uma condição..."
É mais ou menos assim.
Hoje eu sei que só poderei viver bem se tiver certos cuidados, e ter mais consciência, esta é a minha nova condição.

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