Eae galera, olha eu aqui de novo, o Diário pode até parar um mês, um ano, mas não vai acabar, porque vocês, amigos leitores, dão sentido a esse trabalho. Então sem mais delongas, de volta à ativa!
Esse tempo todo que estive longe, como é de se imaginar, andei bastante descompensado, diria até bem relaxado no que diz respeito à alimentação. Tudo acaba sendo relativo, quando estou mantendo o controle, me sinto bem pra postar aqui, mas quando a glicemia vai mal, o Diário segue o mesmo ritmo. Estranho é perceber que deveria ser exatamente o contrario, mas por algum motivo não é. Gostaria de partilhar com vocês os problemas que tenho em viver o lado saudável do diabetes, isso com certeza me ajudaria a superar, e também seria um bom pretexto para partilharmos as dificuldades as quais nos são impostas pela nossa condição. Mas de certa forma, hoje é o que estou fazendo... Já é um começo. Ajudem-me a não desanimar porque diabetes não é brincadeira. Saúde é coisa séria. Faz uns dias que me mantenho em certo controle. Estou feliz, por já estar no caminho...
VOTOS DE UM FELIZ 2012 (bem atrasado, rsrs) PRA TODOS VOCÊS. OBRIGADO POR NÃO DESISTIREM DO DIÁRIO COMIGO!
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Saudações, 2012. Ano novo (ou nem tanto), dificuldades velhas...
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Anderson Gonçalves
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Marcadores: amigos, descontrole, vida e diabetes
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Agora, recomeçar...
Tenho pra mim, que nada acontece por acaso, mas quando o acaso nos pega de jeito tem que aprender a levar. Olhar pra traz não ajuda em nada, é preciso encarar a vida de frente. Ninguém está sozinho, mas de fato, quem pode seguir só?
Procurar apenas o lado bom de tudo, nem sempre é possível, e tantas vezes enxergamos apenas o pior... Mas é assim, a vida como ela é... Não podemos pular os dias ruins, riscá-los da folha como se fossem um rascunho, não podemos, mas passar por eles é a única condição para se viver um dia melhor, porque sempre pode melhorar...
Não sou apenas diabético, e nem poderia ser só diabético, sou mais que isso. Todos... Somos muito mais. E quem de nós não merece esta chance, a maior oportunidade da vida, a simples oportunidade de recomeçar?
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Anderson Gonçalves
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Marcadores: recomeçar, refletir, vida e diabetes
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Levando a Vida

Como os amigos visitantes deste blog já perceberam, estive bem ausente nestes últimos dias, andava sem inspiração para postar novidades. Bom, ando meio assim ainda, mas posso dizer até que é por um bom motivo. Ultimamente tenho me controlado bastante nos índices, e apesar disso, abusado um pouco das guloseimas. A verdade é que tenho levado uma vida normal, como se não fosse diabético, por isso muitas vezes não encontro assunto pra comentar aqui, porque o diabetes tem sido apenas um detalhe em minha vida, e acredito que isto é bom.
Não faz nem oito meses que sou diabético, mas é como se já estivesse convivendo com a doença há anos, me adaptei mesmo de forma que nunca imaginei que fosse possível. O único problema é que ainda custo pra aceitar certas mudanças, como a prática de exercícios, e tenho que me esforçar pra isso. No mais, estou abandonado com facilidade coisas prejudiciais á minha saúde que até pouco tempo não vivia sem, como os refrigerantes e refrescos em pó. A minha “criptonita” ainda são os biscoitos recheados.
Estou bem regrado na hora do almoço e da janta, porém ainda bastante imprudente nos lanches de intervalo, ninguém é perfeito. Rsrs. Tenho medido poucas vezes a glicemia, mas já me acostumei a ficar pouco atualizado quanto aos índices glicêmicos, porque já sei mais ou menos quando eles estão alterados ou não. Meço pelo menos 2 vezes, e no máximo 4 ao dia. No mais, tudo como antes.
Galera, eu quero deixar aqui registrado minha satisfação com os resultados que o blog tem gerado. É muito bom abrir a página e ver mais de 20 comentários nas minhas últimas postagens, eu não esperava um retorno tão bom de um blog voltado a um tema fechado. Espero poder contar sempre com vocês aqui, mesmo na minha ausência. Valeu pela força que vocês me dão!
Até mais!
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Anderson Gonçalves
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Marcadores: controle, convívio, dieta, imprudência, sobre o blog, vida e diabetes
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Quero só um ombro amigo

Sei que tenho transparecido o melhor lado do diabetes, e este é mesmo o maior objetivo deste blog, mas é verdade também que na vida de um diabético, conformado ou não, não existem só alegrias, conquistas, vitórias. Temos nossos medos, inseguranças, e vez ou outras algumas escapadinhas... - fica pra outro post - Sem contar que por vezes deixamos o emocional tomar conta, e dai lá vão mais fatores para o descontrole da glicemia.
Estes dias tenho parado um pouco, deixei de lado algumas coisas para as quais dedicava certo tempo da minha rotina, como meus blogs, por exemplo. É que não estou muito legal, sei que preciso de ajuda. Quem não precisa?
Estou vivendo conflitos comigo mesmo, e tudo isto de certa forma atinge o controle da doença, uma vez que os cuidados diminuem, mas posso dizer que não é o diabetes o causador de tantos conflitos, sou eu mesmo, isso passa...
Além de outras coisas, que estão fora do foco diabetes, tenho pensado também estes dias se daqui a dez anos terei a mesma convicção que tenho hoje sobre minha condição de diabético, se daqui a dez anos não surgirão complicações, se daqui a dez anos terei a mesma vontade de superar tudo isso. Sei que estou sendo imediatista, até mesmo um tanto pessimista, sei lá. A verdade é que não estou bem. Torço pra que amanhã, ou depois, eu possa publicar algo um pouco mais motivador, até peço desculpas aos amigos leitores por desabafar com vocês, mas tem horas que é preciso. Se neste momento publicasse um post diferente, não estaria sendo sincero, estaria sendo apenas um blogueiro que quer atualizar seu blog. Hoje eu quero ser uma pessoa comum (não que eu não seja nos outros dias), com virtudes e defeitos, que só precisa um ombro amigo pra conversar.
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Anderson Gonçalves
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Marcadores: convívio, desabafo, emocional, vida e diabetes
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Conversando a gente se entende!

Amigos, eu fiquei muito feliz com um e-mail que recebi de uma leitora aqui do blog, e com devida permissão, venho postá-lo aqui, pois minha vontade é justamente a de interagir com vocês, caríssimos leitores, que de alguma forma convivem com as tristezas e alegrias vividas com o diabetes. O mais interessante é que ela é portadora do diabetes tipo 1 há 23 anos! Eu como diabético há poucos meses, só tenho a aprender com ela.
Teresa Soares;
São Paulo, SP
Olá Anderson,
Tudo bem? Meu nome é Teresa Bujokas Nunes e sou leitora assídua do seu blog. Sou diabética tipo 1 há 23 anos. Hoje tenho 30 anos. Eu acho muito legal ler sobre as experiências de outros diabéticos, porque a gente se identifica com absolutamente tudo que a gente lê e eu fico muito mais motivada de me controlar, porque se tem tanta gente que consegue, por que eu não conseguiria? Eu vejo também que eu não sou uma E.T., que existem outras pessoas como eu, passando pelas mesmas vitórias e fracassos que eu passo.
Eu li que você foi diagnosticado há 5 meses. Você parece estar se adaptando bem ao novo estilo de vida. Parabéns!!
Eu também acabei de criar um blog. Ele se chama www.diadiadiabetes.blogspot.com. O meu intuito de criar esse blog foi de falar um pouco sobre o meu dia a dia com diabetes, assim como você. Quero deixar o convite aqui para você visitar o meu blog e a gente começar a trocar informações. Acho também legal a gente divulgar os nossos blogs para que a gente consiga alcançar mais diabéticos. O que você acha?
Bom, aguardo seu retorno.
Até mais!
Teresa
O que posso dizer, além do que já disse pessoalmente á ela, é que fico extremamente feliz em saber que o blog Diário Diabetes está criando um vínculo de amizade entre nós, diabéticos que procuramos na doença uma razão a mais pra lutar, viver e ser feliz! Agradeço mais uma vez a amiga Teresa, que me cedeu gentilmente à permissão para eu pudesse publicar seu e-mail, a vocês leitores, que contribuem com o Diário, e á Deus por ter vocês comigo, me dando ânimo pra que eu possa me dedicar com alegria a este trabalho! - Á Deus vai meu agradecimento mais que especial, pois dEle vem toda minha força!
Sobre tudo o que foi dito pela amiga Teresa, posso declarar meu entusiasmo em ver que ela também pensa assim! Temos que nos unir por esta nobre causa; a de viver e conviver bem com o diabetes! Ser diabético ainda não é fácil, mas há muito deixou de ser um problema, pode ser agora um caminho que nos orienta á solução! Solução para deixarmos tantos desleixos com relação á nossa saúde, não é mesmo?
Se você também quer entrar em contato para compartilhar histórias, desabafos, ou para simplesmente conversar com um diabético conformado, he he, ficarei feliz em ouvi-lo(a)!
Obrigado a todos!
and.s.goncalves@gmail.com
Visitem, sigam, comentem, façam parte do blog DiaDiaDiabetes!
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Anderson Gonçalves
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Marcadores: contato, diabetes, experiência, história, leitor(a), partilha, resposta, vida e diabetes
domingo, 26 de julho de 2009
As agulhadas
Imagine alguém que tinha medo, pavor, aversão á agulhas.
Agora imaginem que este alguém hoje precisa aplicar injeções duas vezes por dia, e também furar o dedo diariamente, três, quatro vezes, mas já chegou a furar dez vezes num único dia.
Imaginem que esta pessoa sou eu, ou melhor, era eu, que tinha pavor de agulha, e hoje, por ironia do destino, precisa se utilizar dela todos os dias.
Mas é incrível como temos a capacidade de se adaptar ás coisas da vida, não é mesmo? Não digo que não dói um pouquinho aplicar as injeções e furar o dedo, mas já se tornou algo tão comum na minha rotinha, que pra mim já não gostaria mais de viver sem isto, ao não ser é claro, que por algum milagre eu me visse livre da doença, mas hoje vejo o quanto é bom eu poder furar meu dedo todos os dias, e ver que estou no controle (ou quase...), e aplicar a insulina, sabendo que estou fazendo a coisa certa; me cuidando.
Aprendi a conviver com as agulhadas contínuas, e acho até que a dor causada por elas é algo tão suportável, que chega a ser irrelevante, e pelos benefícios que elas nos trazem, realmente vale apena não abrir mão de tantas furadas no dedo, nos braços, nas pernas, pra poder enfim viver uma vida normal. Incomum, mas normal.
Decidi que as agulhas farão parte da minha vida, e aprendi a gostar delas, afinal, odiá-las só me faria mal, e não ajudaria em nada, me traria apenas problemas, e eu não quero problemas, quero soluções.
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Anderson Gonçalves
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Marcadores: aceitação, agulha, injeção, insulina, vida e diabetes
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Diabetes – De sentença de morte á doença da longevidade
Esta não é, de maneira alguma, uma forma exagerada de lembrar a doença.
Houve o tempo em que o diabetes era sinônimo de sofrimento, que não dava esperança nenhuma de vida longa ao diabético. Ter esta patologia, especialmente o tipo 1, antes da tão extraordinária descoberta da insulina, era pior que ser portador do HIV nos tempos hoje, pois nem mesmo drogas capazes de dar um sopro de vida existiam. Se o paciente vivesse mais um ou dois anos, teria vivido muito. Em 1921, esta história começaria a mudar. Uma descoberta feita por Frederick Grant Banting seria um primeiro, e importante salto para o tratamento do diabetes. Confira na página da SBD.

Mas foi então a partir de 1966 que o diabético ganharia novos rumos para, finalmente, poder ter uma vida normal, ou quase. Confira aqui.
Hoje, tantos avanços na medicina, apoio de ONGs, e quem diria; até mesmo uma grande mobilização por parte dos nossos governantes (nada mais que dever), faz do diabetes uma doença, digamos assim, aceitável. Embora a aceitação não seja bem ainda a realidade - ainda.
Mas após tantas conquistas, lutas e descobertas, podemos ter acesso á tratamento de qualidade, e com ele, passamos a descobrir um novo lado do diabetes, até então inexistente: a longevidade. Agora que podemos viver com o diabetes, é possível até mesmo viver mais com ele, pois vivemos de olho em tudo o que vai à mesa, não optamos, na maioria das vezes, pelo que pode nos prejudicar, antes damos preferência ao que nos faz muito bem, e proporciona saúde. Muito mais que antigamente, damos importância aos exercícios físicos, e permanecemos em constante vigília da doença, e de até, outras possíveis doenças, pois visitar o médico se torna parte da rotina do diabético. Antes, certamente não.
Enfim, somando todos os benefícios que ganhamos com a determinação, em se conviver com esta doença crônica, dês de que tendo a prudência e controle - meta do diabético - ganhamos sim uma vida longa, com mais perspectivas, e conseguimos ver a vida por um ângulo novo; o da superação.
Ser diabético nos dias de hoje, não é sinônimo de infelicidade, mas também não significa uma vida com mais alegrias. Não necessariamente. Só significa que daqui pra frente, teremos um caminho a mais pra seguir, que antes tínhamos, mas fingíamos desconhecer: o caminho da prudência.
E prudência é sim, sinônimo de longevidade.

Confira também este, o primeiro post do blog!
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Anderson Gonçalves
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17:53
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Marcadores: diabético, estudo sobre diabetes, história do diabetes, insulina, prudência, vida e diabetes
domingo, 12 de julho de 2009
Por que um blog sobre diabetes?
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Anderson Gonçalves
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Marcadores: convívio, diabetes, diabético, experiência, sobre o blog, vida e diabetes
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Hipoglicemia - Um pequeno susto

Fazia tempo que eu não tinha que me preocupar tanto com a baixa do açúcar, mas nessa segunda tomei consciência de como o diabetes é mutável, e não dá pra relaxar.
Pela manhã tudo ok, minha glicose estava boa, 102 depois do café da manhã, mas o pós-almoço me deixou espantado, nunca tinha visto a glicemia chegar à casa dos 50 neste horário, mas desta vez havia dado 54. Eu estava de saída, super apressado, havia marcado um horário para ir à casa de uma amiga, teríamos um compromisso, e eu ainda ia ter que andar muito. No caminho comi dois ou três biscoitos recheados, e chegando lá, avisei sobre a hipoglicemia. Minha amiga, que já conhece bem minha rotina com o diabetes, me ofereceu um copo de suco e biscoitos recheados, comi, e saímos em seguida. No caminho de volta, nem passava pela minha cabeça que eu ainda poderia estar com o açúcar em baixo nível, chegamos á casa dela, que fica no caminho para a minha, e eu fiquei um pouco lá. De repente senti um leve mal estar, comecei a sentir uns formigamentos na língua, e a soar frio. Minha resposta imediata foi pegar o medidor. O índice foi assustador, pois eu ia caminhar por mais cerca de 15 minutos, se não tivesse voltado á casa dela, e nem tinha noção do perigo: glicose em 38! Imagina se eu não parasse ali para descansar e fazer o destro? Teria desmaiado na rua! Logo me vieram com um banquete de doces, suco, pão, biscoitos, comi na medida, e pude então, tranquilamente, retornar para a casa. Agora ficarei mais atento para as hipoglimemias, pois não é sempre que elas costumam dar sinais de risco antes de um índice como este.
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Anderson Gonçalves
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terça-feira, 19 de maio de 2009
Diabetes: Uma nova condição

Quando estamos passando por algum problema, ou dificuldade, alguém sempre nos diz que tudo vai passar.
É verdade, tudo passa, seja aqui, em vida, ou depois dela.
Mas, e se durante esta vida o problema não passar?
O jeito é a aceitação.
Ter diabetes é ter que saber que sempre teremos diabetes, mesmo na esperança da cura; precisamos entender que se ela não vier, teremos de conviver assim.
Não dá pra esperar pelo inesperado, o tempo não permite.
Não dá pra fingir que nada aconteceu, pois diabetes é um acontecimento entanto.
Temos que aceitar nossa nova realidade: a vida com mais saúde, ou com mais problemas, tudo vai depender.
Algumas pessoas estranham em me ver mais feliz, pensando que fiquei feliz por ter diabetes. Ninguém é feliz por levar um soco na cara, ou por perder um emprego, e muito menos por ter uma doença crônica. Mas de fato, sim, estou mais feliz. Estou mais feliz porque aprendi a viver com diabetes, ou melhor, aprendi a viver. Só isso.
Aceitei minha condição, como um tetraplégico aceita a sua, e continua a sorrir.
O que é diabetes perto da invalidez?
Aceitei estar vivo, e continuar.
Se vou viver mais dez, vinte anos, só Deus sabe, mas eu sei que viverei mais, pode ser mais um minuto, ou mais um dia, já é mais... Claro que espero viver muito, muito mais.
Diabetes, pra mim, nada mais é que uma nova condição.
Sabe quando nossa mãe nos diz: "você só vai comer doce com uma condição..."
É mais ou menos assim.
Hoje eu sei que só poderei viver bem se tiver certos cuidados, e ter mais consciência, esta é a minha nova condição.
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Anderson Gonçalves
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domingo, 10 de maio de 2009
Diabético: Pode ou não pode?

A pergunta que me fazem frequentemente, e creio eu que á todos os outros diabéticos, é: "você não pode mais comer doces?"
A resposta é simples...
Sim, e não, talvez. Tudo isso. Essa é a resposta. Na verdade, eu também gostaria de perguntar, em particular para você diabético. Você pode comer doce?
Minha companheira de blogosfera Luciana Oncken, do blog "Viver com Diabetes",
diz que prefere evitar os doces, pois é do tipo 2, e controlar a hiperglicemia fica mais difícil nesses casos. Uma amiga da minha mãe que descobriu que tem diabetes à algum tempo e depende da insulina carrega com sigo sempre algo doce na bolsa, pois pode vir a precisar do açúcar em casos de hipoglicemia, sintoma mais comum em insulinodependentes, como eu. No meu caso, como também faço aplicações de insulina diariamente, e como moderadamente, de forma fracionada, acabo por ter uma certa tendência a hipoglicemias, por tanto, em determinados momentos eu posso, preciso, e devo comer algo doce. Por outro lado, há momentos que eles me são proibidos, sim, e estes momentos são quando estou com glicemia elevada. Comê-los quando o açúcar no sangue já está alto seria como beber e dirigir: você pode até não morrer por isso, mas correrá sérios riscos.
O que nem todos sabem, no entanto, é que não é o açúcar o único vilão, ou amigo, da história. Um salgado, por exemplo, pode apresentar maior índice glicêmico do que um doce, ou seja, aumentar mais a glicose no sangue do que aquele que contém o açúcar simples.
Se você é diabético, provavelmente já foi advertido por seu médico: "não pode abusar das massas, das carnes gordas, nem mesmo das frutas..." Mas os que não convivem com a doença, muito que provavelmente estão a pensar como antigamente: "diabético só não pode comer doce".
Podemos comer de tudo, mas não tudo, de uma só vez.
Podemos fazer de tudo, tudo que nos de prazer.
Podemos ser normais, e diabéticos. Por que não?
Podemos viver e aprender com a vida.
Podemos ser saudáveis, com ou sem a doença.
O que não podemos mesmo é deixar de viver!
E moderar, é claro...
(Consulte regularmente seu médico e/ou nutricionista!)
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Anderson Gonçalves
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