
Como os amigos visitantes deste blog já perceberam, estive bem ausente nestes últimos dias, andava sem inspiração para postar novidades. Bom, ando meio assim ainda, mas posso dizer até que é por um bom motivo. Ultimamente tenho me controlado bastante nos índices, e apesar disso, abusado um pouco das guloseimas. A verdade é que tenho levado uma vida normal, como se não fosse diabético, por isso muitas vezes não encontro assunto pra comentar aqui, porque o diabetes tem sido apenas um detalhe em minha vida, e acredito que isto é bom.
Não faz nem oito meses que sou diabético, mas é como se já estivesse convivendo com a doença há anos, me adaptei mesmo de forma que nunca imaginei que fosse possível. O único problema é que ainda custo pra aceitar certas mudanças, como a prática de exercícios, e tenho que me esforçar pra isso. No mais, estou abandonado com facilidade coisas prejudiciais á minha saúde que até pouco tempo não vivia sem, como os refrigerantes e refrescos em pó. A minha “criptonita” ainda são os biscoitos recheados.
Estou bem regrado na hora do almoço e da janta, porém ainda bastante imprudente nos lanches de intervalo, ninguém é perfeito. Rsrs. Tenho medido poucas vezes a glicemia, mas já me acostumei a ficar pouco atualizado quanto aos índices glicêmicos, porque já sei mais ou menos quando eles estão alterados ou não. Meço pelo menos 2 vezes, e no máximo 4 ao dia. No mais, tudo como antes.
Galera, eu quero deixar aqui registrado minha satisfação com os resultados que o blog tem gerado. É muito bom abrir a página e ver mais de 20 comentários nas minhas últimas postagens, eu não esperava um retorno tão bom de um blog voltado a um tema fechado. Espero poder contar sempre com vocês aqui, mesmo na minha ausência. Valeu pela força que vocês me dão!
Até mais!
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Levando a Vida
Postado por
Anderson Gonçalves
às
11:38
34
comentários
Marcadores: controle, convívio, dieta, imprudência, sobre o blog, vida e diabetes
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Diet, light, e orgânicos: Valem a pena comprar?

Quem me conhece já sabe que ainda fico super revoltado com certas coisas que acontecem na vida de um diabético. Uma delas é ter que, em muitos casos, como o meu, depender única e exclusivamente da saúde pública pra receber o necessário ao tratamento do diabetes. O que mais me irrita, com tudo, não é nem tanto a saúde pública, pois no meu caso até que ela não é de todo o ruim, como tem sido pra muita gente, mas o que me deixa revoltado mesmo é o custo absurdo que é ter uma alimentação mais saudável nos dias de hoje. Você já parou para comparar os preços dos diet/ light com os comuns? Enquanto o pão de forma tradicional, de uma marca bastante popular, sai por 2,50 R$ à unidade de 500g, o integral, de apenas 400g e de uma marca menos conhecida sai por 4,80 R$! Outros, com 350g, de outras linhas e marcas, chegam a custar em torno do mesmo preço, apesar de apresentarem menos conteúdo na embalagem. Encontrei um mais em conta, porém a marca traz o logotipo do próprio mercado, no custo de 3,00 R$ a embalagem de 400g, ainda por cima continua caro, se for levar em conta a qualidade duvidosa.
No mundo diet não encontramos apenas pão integral, é claro, existe uma infinidade de produtos que são classificados como dietéticos ou de reduzido teor disso ou daquilo; à medida que o consumo de "besteiras" cresce no mundo, cresce também a necessidade de alimentos específicos para compensar os exageros, ou mais ou menos isso.
É até irônico, mas às vezes a saúde do corpo traz a doença do bolso!
Você já comprou alimentos orgânicos? Eu não.
Sou meio chato com relação a isso. Eu fico me perguntando por que eles cobram o dobro só pra NÃO ter que colocar certas porcarias no alimento, como adubo inadequado e agrotóxicos, deveria é sair mais barato, pela lógica. Claro, sei que não é bem assim, também existe todo um trabalho com relação ao cultivo sem pesticidas, mas não deveria custar tão mais caro, na verdade todos alimentos, ao meu entender, tinham que ser orgânicos, sem aditivos prejudiciais à saúde, assim teriam de ser produzidos á larga escala, e em contrapartida, com preços mais atraentes. Eles ainda não entendem que quando compramos o tomate, queremos o tomate, e não um agrotóxico que pode causar câncer, e não é justo pagar mais pra que ele não venha junto.
Bom, desabafos à parte, vamos ao que interessa: os preços.
Não é todo diet que custa mais caro, e a tendência é esta, se igualarem os custos, pelo menos em boa parte das opções, dependendo do tipo de produto. A maionese mais vendida no país, por exemplo, custa o mesmo preço tanto na versão comum quanto na light. A margarina de reduzido teor calórico não apresenta um custo tão elevado se comparada a normal, a diferença gira em torno de 0,90 R$, ou menos, dependendo muito da marca. Em geral, são produtos como os que estão tendo seus preços reduzidos nas versões dietéticas, como a margarina, , sorvete, e alguns outros, como a maionese e o refrigerante, o interessante é que este último não custa nem um centavo a mais que o convencional, já encontrei casos de ser até um pouco mais barato. As guloseimas, por outro lado, estão longe de um preço mais acessível ao bolso. O pior dos "assaltos", se assim quiser descrever, está mesmo na sessão mais deliciosa do supermercado. No caso dos chocolates, o negócio é ter dinheiro sobrando, ou glicemia em baixa pra beliscar um açucarado. Do contrário é melhor passar longe. Os preços podem variar muito, mas a diferença em alguns casos chega a ser assustadora, enquanto o chocolate comum de uma de uma determinada marca, embalagem de 100g, sai por menos de 2,00 R$, o que não contém açúcar custa entre 4,00 R$ e 5,00 R$, e não é o mais caro ainda. Biscoitos, é melhor nem perguntar o preço.
É obvio que tanto custo pode ter uma explicação - se é mais caro pra produzir, é mais caro pra vender, embora essa tese não se aplique a todos, alguns saem até mais baratos por ter maior proporção de água em sua composição, afim de reduzir seu teor de gordura - porém sabemos que não é bem este o único motivo dos altíssimos preços. Acontece também que existe uma procura menor, se comparada á compra dos produtos comuns, com as versões diet e light, tão como os orgânicos, só que eu acredito não ser este, ainda, o maior motivo. Creio que as indústrias procuram se beneficiar da necessidade do consumidor, pergunte para o mesmo se ele compra por que quer, ou precisa. O alimento não é um produto dispensável, que você escolhe comprar ou não, e se a saúde não permite que você adquira os mais baratos, e se o bolso permitir, você fará o máximo para comprar o que precisa, muitas vezes não pergunta nem o preço, e as industrias adoram isso.




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