sábado, 23 de junho de 2012

É o que temos de enfrentar...

A começar, por um sistema público de saúde medíocre, que faz vista grossa às nossas dificuldades, impondo meios e burocracias que tornam o tratamento do diabético, que já não é fácil, algo muito mais difícil de encarar. Passando pela consciência de pessoas DESINFORMADAS, que acham que a nossa doença nos enfraquece na vida, faz de nós cidadãos com menor capacidade de criar, trabalhar, conviver... Um preconceito que a sociedade não vê, mas eu - diabético - enfrento todos os dias. E por fim, os nossos próprios medos e receios, circunstâncias que nos trazem á tona a fragilidade em conviver com uma doença capaz de mudar toda a nossa rotina, mas principalmente, a daqueles que nos cercam.

É o que temos de enfrentar, dia após dia. Nem sempre fácil, nem sempre tão complicado assim. Mas coisas que se fazem presentes na árdua caminhada de quem escolheu ser um cidadão COMUM, dentro das suas limitações relativamente incomuns, em uma sociedade estranha e pouco otimista. 

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Qualidade X Custo - Pão integral

Na hora da alimentação, o que pesa mais para algumas famílias é a questão do bolso. Infelizmente ainda vivemos numa realidade em que casa, transporte, e saúde consomem quase toda a renda dos menos afortunados. Talvez da sociedade em geral, salvo algumas exceções. Para nós diabéticos, gastar com o que levamos á mesa, sempre custará caro, mas é preciso algum esforço para ter a nossa disposição algumas coisas que normalmente uma pessoa não diabética jamais pensaria em comprar, como os alimentos integrais, que em geral custam caro. Hoje em dia eu sou muito mais "relex" na hora de pagar. Quando vou ás compras coloco na balança a qualidade e o preço. Normalmente a qualidade pesa muito mais na hora da escolha. Nem sempre foi assim. Ainda acho um absurdo o fato de alguns alimentos produzidos para nós diabéticos custarem muito mais caro em relação aos demais, que possuem quantidade de açúcar, ou outros ingredientes fora do padrão que nos interessa. Mas se prestarmos atenção, o custo-benefício de alguns alimentos específicos, ainda fazem valer a pena mesmo para aqueles com uma renda apertada. É o caso do pão integral. Pelo menos aqui em São Paulo, podemos encontrar por menos de 5,00R$ uma embalagem de 400g na versão com 7grãos, rico em fibras. Se o pão de forma (embalagem 500g) não sai por menos de 3,50R$, creio que não há motivos para não pagar um pouco mais caro por um produto muito mais adequado ao nosso estilo de vida. Normalmente a diferença de preço não ultrapassa 1,00R$. Nem mesmo é ruim, muitos reclamam de um sabor amargo, textura pouco macia, mas isso também depende muito da qualidade em questão, já experimentei marcas que acabei jogando metade do produto fora porque era quase intragável, mas em geral, eu gosto muito do sabor. Há também uma enorme variedade de opções, com grãos, óleos vegetais, diets e lights... Enfim, opções é o que não falta para o nosso café da manhã começar bem, e com saúde!

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Histórias de gente como a gente

Venho aqui partilhar minha alegria em descobrir - sim, a cada dia continuar a descobrir - que mais e mais pessoas estão utilizando os blogs para dividir experiências e aprendizados sobre o diabetes. Ver uma doença cronica sendo tratada desta forma, por pessoas que convivem diáriamente com ela, é sem dúvida uma grande motivação para aqueles que ainda não conseguiram se adaptar a um novo estilo de vida, imposto por essa doença. Quanto mais pessoas partilharem suas dificuldades, e por que não, alegrias, vividas através da experiência de ser diabético, melhor será para nós que procuramos sempre aprender com a vida. Viver com o diabetes, é um aprendizado constante, e como é bom poder partilhar isto. Este blog começou a partir do momento em que eu conheci a dedicação de uma blogueira diabética (Luciana Onknen) em ajudar outras pessoas. Me surpreendeu como é simples contribuir para que patologias como o Diabetes Mellitus não sejam uma sentença, mas sim uma nova chance de reencontrar a vida, e a vontade de viver.


Deixo aqui o endereço de alguns destes exemplos de vida e aprendizado:

Ps: Ha ha desculpem o formato do texto, é que o editor do blogger está bem modificado e não consegui retirar esse tal de "background", depois de adicioná-lo sem querer. Ainda não me acostumei com essa versão...

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Saudações, 2012. Ano novo (ou nem tanto), dificuldades velhas...

Eae galera, olha eu aqui de novo, o Diário pode até parar um mês, um ano, mas não vai acabar, porque vocês, amigos leitores, dão sentido a esse trabalho. Então sem mais delongas, de volta à ativa!

Esse tempo todo que estive longe, como é de se imaginar, andei bastante descompensado, diria até bem relaxado no que diz respeito à alimentação. Tudo acaba sendo relativo, quando estou mantendo o controle, me sinto bem pra postar aqui, mas quando a glicemia vai mal, o Diário segue o mesmo ritmo. Estranho é perceber que deveria ser exatamente o contrario, mas por algum motivo não é. Gostaria de partilhar com vocês os problemas que tenho em viver o lado saudável do diabetes, isso com certeza me ajudaria a superar, e também seria um bom pretexto para partilharmos as dificuldades as quais nos são impostas pela nossa condição. Mas de certa forma, hoje é o que estou fazendo... Já é um começo. Ajudem-me a não desanimar porque diabetes não é brincadeira. Saúde é coisa séria. Faz uns dias que me mantenho em certo controle. Estou feliz, por já estar no caminho...

VOTOS DE UM FELIZ 2012 (bem atrasado, rsrs) PRA TODOS VOCÊS. OBRIGADO POR NÃO DESISTIREM DO DIÁRIO COMIGO!

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Agora, recomeçar...

Tenho pra mim, que nada acontece por acaso, mas quando o acaso nos pega de jeito tem que aprender a levar. Olhar pra traz não ajuda em nada, é preciso encarar a vida de frente. Ninguém está sozinho, mas de fato, quem pode seguir só?
Procurar apenas o lado bom de tudo, nem sempre é possível, e tantas vezes enxergamos apenas o pior... Mas é assim, a vida como ela é... Não podemos pular os dias ruins, riscá-los da folha como se fossem um rascunho, não podemos, mas passar por eles é a única condição para se viver um dia melhor, porque sempre pode melhorar...
Não sou apenas diabético, e nem poderia ser só diabético, sou mais que isso. Todos... Somos muito mais. E quem de nós não merece esta chance, a maior oportunidade da vida, a simples oportunidade de recomeçar?

domingo, 19 de junho de 2011

Mais um blogueiro diabético na luta...

Olá galera, pois é... Quem é vivo sempre aparece! Não quero entrar em detalhes agora sobre os motivos quem me levaram á abandonar um pouco o "Diário", mas eu sempre estive por aqui de olho no que vocês, caros amigos leitores, tinham á oferecer para este blog. Agradeço muito aos comentários, que são a maior riqueza do Diário Diabetes!

Estou aqui para falar de algo que achei muito interessante, o "BLOG DOS DIABÉTICOS", do nosso amigo leitor Almir. Vale à pena dar uma conferida neste espaço, que é feito por quem busca verdadeiramente olhar o Diabetes sob uma nova perspectiva, e se aqui o importante é viver bem com diabetes, o 'Blog dos Diabéticos' é o lugar ideal para nós, diabéticos conformados, rsrs. Caro Almir, saiba que você pode contar sempre comigo e o 'Diário Diabetes' para que juntos possamos ajudar a propagar essa boa nova, UMA VIDA NORMAL com o diabetes! Vlw!


quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Levando a Vida

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Como os amigos visitantes deste blog já perceberam, estive bem ausente nestes últimos dias, andava sem inspiração para postar novidades. Bom, ando meio assim ainda, mas posso dizer até que é por um bom motivo. Ultimamente tenho me controlado bastante nos índices, e apesar disso, abusado um pouco das guloseimas. A verdade é que tenho levado uma vida normal, como se não fosse diabético, por isso muitas vezes não encontro assunto pra comentar aqui, porque o diabetes tem sido apenas um detalhe em minha vida, e acredito que isto é bom.


Não faz nem oito meses que sou diabético, mas é como se já estivesse convivendo com a doença há anos, me adaptei mesmo de forma que nunca imaginei que fosse possível. O único problema é que ainda custo pra aceitar certas mudanças, como a prática de exercícios, e tenho que me esforçar pra isso. No mais, estou abandonado com facilidade coisas prejudiciais á minha saúde que até pouco tempo não vivia sem, como os refrigerantes e refrescos em pó. A minha “criptonita” ainda são os biscoitos recheados.
Estou bem regrado na hora do almoço e da janta, porém ainda bastante imprudente nos lanches de intervalo, ninguém é perfeito. Rsrs. Tenho medido poucas vezes a glicemia, mas já me acostumei a ficar pouco atualizado quanto aos índices glicêmicos, porque já sei mais ou menos quando eles estão alterados ou não. Meço pelo menos 2 vezes, e no máximo 4 ao dia. No mais, tudo como antes.


Galera, eu quero deixar aqui registrado minha satisfação com os resultados que o blog tem gerado. É muito bom abrir a página e ver mais de 20 comentários nas minhas últimas postagens, eu não esperava um retorno tão bom de um blog voltado a um tema fechado. Espero poder contar sempre com vocês aqui, mesmo na minha ausência. Valeu pela força que vocês me dão!

Até mais!

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Quero só um ombro amigo

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Sei que tenho transparecido o melhor lado do diabetes, e este é mesmo o maior objetivo deste blog, mas é verdade também que na vida de um diabético, conformado ou não, não existem só alegrias, conquistas, vitórias. Temos nossos medos, inseguranças, e vez ou outras algumas escapadinhas... - fica pra outro post - Sem contar que por vezes deixamos o emocional tomar conta, e dai lá vão mais fatores para o descontrole da glicemia.

Estes dias tenho parado um pouco, deixei de lado algumas coisas para as quais dedicava certo tempo da minha rotina, como meus blogs, por exemplo. É que não estou muito legal, sei que preciso de ajuda. Quem não precisa?

Estou vivendo conflitos comigo mesmo, e tudo isto de certa forma atinge o controle da doença, uma vez que os cuidados diminuem, mas posso dizer que não é o diabetes o causador de tantos conflitos, sou eu mesmo, isso passa...

Além de outras coisas, que estão fora do foco diabetes, tenho pensado também estes dias se daqui a dez anos terei a mesma convicção que tenho hoje sobre minha condição de diabético, se daqui a dez anos não surgirão complicações, se daqui a dez anos terei a mesma vontade de superar tudo isso. Sei que estou sendo imediatista, até mesmo um tanto pessimista, sei lá. A verdade é que não estou bem. Torço pra que amanhã, ou depois, eu possa publicar algo um pouco mais motivador, até peço desculpas aos amigos leitores por desabafar com vocês, mas tem horas que é preciso. Se neste momento publicasse um post diferente, não estaria sendo sincero, estaria sendo apenas um blogueiro que quer atualizar seu blog. Hoje eu quero ser uma pessoa comum (não que eu não seja nos outros dias), com virtudes e defeitos, que só precisa um ombro amigo pra conversar.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Conversando a gente se entende!

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Amigos, eu fiquei muito feliz com um e-mail que recebi de uma leitora aqui do blog, e com devida permissão, venho postá-lo aqui, pois minha vontade é justamente a de interagir com vocês, caríssimos leitores, que de alguma forma convivem com as tristezas e alegrias vividas com o diabetes. O mais interessante é que ela é portadora do diabetes tipo 1 há 23 anos! Eu como diabético há poucos meses, só tenho a aprender com ela.


Teresa Soares;
São Paulo, SP

Olá Anderson,
Tudo bem? Meu nome é Teresa Bujokas Nunes e sou leitora assídua do seu blog. Sou diabética tipo 1 há 23 anos. Hoje tenho 30 anos. Eu acho muito legal ler sobre as experiências de outros diabéticos, porque a gente se identifica com absolutamente tudo que a gente lê e eu fico muito mais motivada de me controlar, porque se tem tanta gente que consegue, por que eu não conseguiria? Eu vejo também que eu não sou uma E.T., que existem outras pessoas como eu, passando pelas mesmas vitórias e fracassos que eu passo.
Eu li que você foi diagnosticado há 5 meses. Você parece estar se adaptando bem ao novo estilo de vida. Parabéns!!
Eu também acabei de criar um blog. Ele se chama www.diadiadiabetes.blogspot.com. O meu intuito de criar esse blog foi de falar um pouco sobre o meu dia a dia com diabetes, assim como você. Quero deixar o convite aqui para você visitar o meu blog e a gente começar a trocar informações. Acho também legal a gente divulgar os nossos blogs para que a gente consiga alcançar mais diabéticos. O que você acha?
Bom, aguardo seu retorno.
Até mais!
Teresa

O que posso dizer, além do que já disse pessoalmente á ela, é que fico extremamente feliz em saber que o blog Diário Diabetes está criando um vínculo de amizade entre nós, diabéticos que procuramos na doença uma razão a mais pra lutar, viver e ser feliz! Agradeço mais uma vez a amiga Teresa, que me cedeu gentilmente à permissão para eu pudesse publicar seu e-mail, a vocês leitores, que contribuem com o Diário, e á Deus por ter vocês comigo, me dando ânimo pra que eu possa me dedicar com alegria a este trabalho! - Á Deus vai meu agradecimento mais que especial, pois dEle vem toda minha força!

Sobre tudo o que foi dito pela amiga Teresa, posso declarar meu entusiasmo em ver que ela também pensa assim! Temos que nos unir por esta nobre causa; a de viver e conviver bem com o diabetes! Ser diabético ainda não é fácil, mas há muito deixou de ser um problema, pode ser agora um caminho que nos orienta á solução! Solução para deixarmos tantos desleixos com relação á nossa saúde, não é mesmo?


Se você também quer entrar em contato para compartilhar histórias, desabafos, ou para simplesmente conversar com um diabético conformado, he he, ficarei feliz em ouvi-lo(a)!

Obrigado a todos!

and.s.goncalves@gmail.com

Visitem, sigam, comentem, façam parte do blog DiaDiaDiabetes!

domingo, 26 de julho de 2009

As agulhadas

Imagine alguém que tinha medo, pavor, aversão á agulhas.
Agora imaginem que este alguém hoje precisa aplicar injeções duas vezes por dia, e também furar o dedo diariamente, três, quatro vezes, mas já chegou a furar dez vezes num único dia.
Imaginem que esta pessoa sou eu, ou melhor, era eu, que tinha pavor de agulha, e hoje, por ironia do destino, precisa se utilizar dela todos os dias.
Mas é incrível como temos a capacidade de se adaptar ás coisas da vida, não é mesmo? Não digo que não dói um pouquinho aplicar as injeções e furar o dedo, mas já se tornou algo tão comum na minha rotinha, que pra mim já não gostaria mais de viver sem isto, ao não ser é claro, que por algum milagre eu me visse livre da doença, mas hoje vejo o quanto é bom eu poder furar meu dedo todos os dias, e ver que estou no controle (ou quase...), e aplicar a insulina, sabendo que estou fazendo a coisa certa; me cuidando.

Aprendi a conviver com as agulhadas contínuas, e acho até que a dor causada por elas é algo tão suportável, que chega a ser irrelevante, e pelos benefícios que elas nos trazem, realmente vale apena não abrir mão de tantas furadas no dedo, nos braços, nas pernas, pra poder enfim viver uma vida normal. Incomum, mas normal.

Decidi que as agulhas farão parte da minha vida, e aprendi a gostar delas, afinal, odiá-las só me faria mal, e não ajudaria em nada, me traria apenas problemas, e eu não quero problemas, quero soluções.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Diabetes – De sentença de morte á doença da longevidade


Esta não é, de maneira alguma, uma forma exagerada de lembrar a doença.
Houve o tempo em que o diabetes era sinônimo de sofrimento, que não dava esperança nenhuma de vida longa ao diabético. Ter esta patologia, especialmente o tipo 1, antes da tão extraordinária descoberta da insulina, era pior que ser portador do HIV nos tempos hoje, pois nem mesmo drogas capazes de dar um sopro de vida existiam. Se o paciente vivesse mais um ou dois anos, teria vivido muito. Em 1921, esta história começaria a mudar. Uma descoberta feita por Frederick Grant Banting seria um primeiro, e importante salto para o tratamento do diabetes. Confira na página da SBD.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiDXdmChI1rhHmgh8qZ1F35TMOxGKUlHRv72HN0W7DtFrCr93cS-spY6er0lDBS82-s_QMYFfdJn8rzLEjGFZkk76BHvZwEf4VtOTM_qEDEc6DTGauS4VV0efvRPGl8s4YM5xa1PXj0n_8/s320/Fredrick_banting.jpg

Mas foi então a partir de 1966 que o diabético ganharia novos rumos para, finalmente, poder ter uma vida normal, ou quase. Confira aqui.


Hoje, tantos avanços na medicina, apoio de ONGs, e quem diria; até mesmo uma grande mobilização por parte dos nossos governantes (nada mais que dever), faz do diabetes uma doença, digamos assim, aceitável. Embora a aceitação não seja bem ainda a realidade - ainda.

Mas após tantas conquistas, lutas e descobertas, podemos ter acesso á tratamento de qualidade, e com ele, passamos a descobrir um novo lado do diabetes, até então inexistente: a longevidade. Agora que podemos viver com o diabetes, é possível até mesmo viver mais com ele, pois vivemos de olho em tudo o que vai à mesa, não optamos, na maioria das vezes, pelo que pode nos prejudicar, antes damos preferência ao que nos faz muito bem, e proporciona saúde. Muito mais que antigamente, damos importância aos exercícios físicos, e permanecemos em constante vigília da doença, e de até, outras possíveis doenças, pois visitar o médico se torna parte da rotina do diabético. Antes, certamente não.

Enfim, somando todos os benefícios que ganhamos com a determinação, em se conviver com esta doença crônica, dês de que tendo a prudência e controle - meta do diabético - ganhamos sim uma vida longa, com mais perspectivas, e conseguimos ver a vida por um ângulo novo; o da superação.

Ser diabético nos dias de hoje, não é sinônimo de infelicidade, mas também não significa uma vida com mais alegrias. Não necessariamente. Só significa que daqui pra frente, teremos um caminho a mais pra seguir, que antes tínhamos, mas fingíamos desconhecer: o caminho da prudência.

E prudência é sim, sinônimo de longevidade.

http://www.fernandopovoas.com/wp-content/uploads/2009/06/diabetes1-300x286.jpg

Confira também este, o primeiro post do blog!

terça-feira, 14 de julho de 2009

Depois da hipo, a hiper!

http://www.fiocruz.br/ccs/media/far_insulina4.jpg

Poxa, eu estava indo tão bem no controle, e embora tenha tido algumas hipoglicemias que voltaram a me dar sustos, poderia dizer que estava indo tudo muito bem, obrigado. Mas ante ontem foi tudo por água á baixo, e a glicemia novamente viu o 2 na frente, krkrrk!!! 275!
Pois é, este foi o número de ante ontem, mas números anteriores já apontavam pra este índice, pois meu pós-almoço estava 180, quando mais tarde fui medir, já marcava 230, e depois esse ai de 275. Mas até então não seria o pior. Ontem já vinha suspeitando de algo de errado comigo, ou a alimentação, ou alguma outra coisa qualquer, pois mesmo comendo pouco, pouquíssimo na verdade, via a glicemia super alta, e o jejum não foi diferente; 181.

É claro que tinha algo de errado, em alguns momentos aplicava a insulina e ficava sem comer, mas o resultado era o mesmo, superior a 200. O pior índice se deu por volta das 9 da noite, após a janta, chegou a marcar 311! Há mais de um mês não chegava a tanto. Não vi outra possibilidade, senão a da insulina não estar mais validada. Peguei outro frasco e apliquei 13U, sendo que já havia aplicado 20U da outra, que acreditava não estar fazendo efeito. Comi 2 fatias de pão de forma, pra não correr o risco de ter uma hipo á noite, devido á dose extra de insulina, e tomei meio copo de leite. Fui dormir triste com os índices, mas ansioso pra saber se seria este o motivo do meu descontrole.

A hora da verdade 1 – Pela manhã tive pressa em saber do jejum. E a resposta do glicosímetro não poderia ser melhor: 51! Ufa!

Ainda tinha dúvidas se o fator hiperglicemia era bem a insulina sem efeito, então fiquei igualmente apreensivo pra saber o número do pós-almoço.

A hora da verdade 2 – Tantananam... 93! Ufa! (2)

Claro que ainda não era a certeza de que todo os números anteriores não se davam pelo simples fato de eu estar comendo muito, embora não estivesse, então ainda tinha que ter mais um número satisfatório, pra me certificar de que tudo voltaria ao normal em meu controle.

A hora da verdade 3 – Todos os dias há um momento em que é realmente muito difícil a glicemia ficar abaixo de 180, que é o horário do pós-café da tarde. Acredito que isto ocorra porque nessa parte do dia a insulina já teve seu pico, e por isso não tem todo o efeito que costuma ter de manhã. Então fui medir esperando por um número um pouco mais preocupante. E não é que pela primeira vez em muuuitos dias eu vi um bom número no meu aparelinho nasse horário? 135! Ufa!! (3)

Pois é, desta vez vou ficar mais atento para os cuidados que devo tomar com a insulina, eu tenho o costume de deixar fora da geladeira antes das aplicações, pra tirar um pouco o gelo, e às vezes até esqueço. Fica 2, 3 horas lá, quando na verdade, não poderia ficar nem 1 hora sem refrigeração depois de já ter ido á geladeira. Galera, se vocês também precisam da insulina em seu dia a dia, fica uma dica: cuidado redobrado com ela, hen!

domingo, 12 de julho de 2009

Por que um blog sobre diabetes?



Uma pergunta pertinente seria esta, porque um blog sobre diabetes? Já não existem excelentes portais e sites sobre o tema, que passam informações confiáveis e possuem ótima estrutura para transmitir ao portador da doença a informação necessária?
Pois é, já existem muitos sites que fazem tudo isto, então, por que um blog?

Criei este blog no intuito de passar minhas experiências aos queridos leitores, a fim de trazer com elas um lado motivador, uma visão diferente do que se tem encontrado com relação à doença, e o convívio mútuo com ela.

É importante, tanto quanto necessário, deixar as pessoas atentas para os riscos do diabetes, e seus devidos cuidados, mas creio ser preciso mostrar pra quem ainda não aceitou sua condição de diabético, que o diabetes pode se tornar um ótimo aliado para quem quer uma vida saudável. Através do blog, posso não ter estrutura para falar do lado técnico, científico, medicinal - de tudo isso eu ouso um pouco, mas reconhecendo meu entender de leigo - porém eu posso passar algo muito mais importante do que uma avaliação científica: meu convívio diário com a doença, uma luta constante.

Fico feliz em poder partilhar contigo, amigo, leitor, diabético, blogueiro, ou amigo leitor diabético e blogueiro... Sinta-se em casa.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Hipoglicemia - Um pequeno susto

http://www.fitmail.com.br/imagens/fig_12.jpg

Fazia tempo que eu não tinha que me preocupar tanto com a baixa do açúcar, mas nessa segunda tomei consciência de como o diabetes é mutável, e não dá pra relaxar.

Pela manhã tudo ok, minha glicose estava boa, 102 depois do café da manhã, mas o pós-almoço me deixou espantado, nunca tinha visto a glicemia chegar à casa dos 50 neste horário, mas desta vez havia dado 54. Eu estava de saída, super apressado, havia marcado um horário para ir à casa de uma amiga, teríamos um compromisso, e eu ainda ia ter que andar muito. No caminho comi dois ou três biscoitos recheados, e chegando lá, avisei sobre a hipoglicemia. Minha amiga, que já conhece bem minha rotina com o diabetes, me ofereceu um copo de suco e biscoitos recheados, comi, e saímos em seguida. No caminho de volta, nem passava pela minha cabeça que eu ainda poderia estar com o açúcar em baixo nível, chegamos á casa dela, que fica no caminho para a minha, e eu fiquei um pouco lá. De repente senti um leve mal estar, comecei a sentir uns formigamentos na língua, e a soar frio. Minha resposta imediata foi pegar o medidor. O índice foi assustador, pois eu ia caminhar por mais cerca de 15 minutos, se não tivesse voltado á casa dela, e nem tinha noção do perigo: glicose em 38! Imagina se eu não parasse ali para descansar e fazer o destro? Teria desmaiado na rua! Logo me vieram com um banquete de doces, suco, pão, biscoitos, comi na medida, e pude então, tranquilamente, retornar para a casa. Agora ficarei mais atento para as hipoglimemias, pois não é sempre que elas costumam dar sinais de risco antes de um índice como este.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Estranho número

http://ecourbana.files.wordpress.com/2008/11/numeros.jpg

Acredita que o meu pós-almoço de ontem foi de 66?

Isso, 66!
Não entendo esse meu organismo, essa diabetes, esses números...
Hoje o pós café, foi de 178.
O que tecnicamente seria mais alto, foi uma hipoglicemia, e o que deveria ter sido mais baixo, beirou a hiper. É engraçado como sou um diabético "desconfigurado" (essa palavra nem existe, eu acho), he he, é imcompreenssível.
O histórico do meu Accu Chek é uma bagunça. É tipo assim, depois de um 200, vem um 52, seguido de um 130, e por ai vai... Não tem uma média, tem altos, baixos, super baixos, muito altos (cada vez mais raros, ainda bem), é assim.

Quem sabe com o tempo eu consiga chegar á níveis mais organizados, podendo assim estabelecer um padrão? Mas até lá, terei este estranho (des)controle.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Coisas de um diabético.


Às vezes o nosso organismo reage de forma surpreendente na hora das refeições. Tive uma ótima surpresa hoje, pois vi um índice muito agradável, depois de ter comido o suficiente pra que a glicemia tivesse subido. Meu café da manhã foi coisa de doido, comi uns 10 biscoitos de chocolate (tipo rosquinha, e não era diet), o café eu tomei com açúcar, e ainda comi um belo de um lanche com presunto e queijo. O resultado após todo este banquete foi de apenas 101mg/dL. 101! Dá pra entender o que acontece com a gente nestes momentos? Eu devo confessar que fui imprudente, só porque acreditava que a glicemia estava baixa, mandei a ver no açúcar, e comi até mais do que deveria, mas desta fez tive sorte, a glicemia foi boazinha comigo, e não me assustou. Já houve dias em que eu comi mais moderadamente, tendo um cardápio bem menos açucarado, e a vi passar de 200. Coisas de um diabético... Ontem mesmo eu comi pizza e a glicemia ficou em 93.

101 e 93 me deixam feliz da vida!

Outros índices do dia:
1 hora após o almoço - 153mg/dL
minutos antes do lanche noturno - 59mg/dL

sábado, 27 de junho de 2009

Índice dos últimos dias

http://www.ee.usp.br/REEUSP/upload/html/125/img/08g1.gif

Créditos da imagem: Google

Há certos momentos de nosso dia em que ficamos tão tristes, pois mais uma vez, o glicosímetro nos mostrou que nem sempre é possível, mesmo com todo o cuidado, manter o controle...


Tenho visto, novamente, a marca de 250 no meu aparelho, e eu que há semanas não registrava mais que 180mg/dL. Ainda tento compreender, por que tem dias em que eu como muito pouco, modero em tudo, não ingiro carboidratos simples, e ainda sim o índice vem que é uma bomba, ao mesmo tempo em que ha momentos que eu até passo da conta, como um dia em que eu comi um bolo, pra lá de recheado, totalente açucarado, em porções extravagantes, e ainda assim, meu índice ficou menor que 130. Coisas de um diabético. Vai entender.

Ontem o meu pós café estava 217. O meu alívio foi saber que tempinho depois, já havia caído pra 101mg/dL. Mas tenho visto na semana alguns números próximos a 200, no horário da noite.
Vou pensar positivo, sei que ainda estou começando a me adaptar com esta rotina, e leva mesmo tempo pra adquirir um certo controle, acho que pelo tempo que tenho com a doença, até que eu já tenho obtido resultados impressionantes, então não vou viver "pré-ocupações" antes da hora.

Boa notícia pra mim. Acabei de medir a glicemia. Excelente número, 93!
No jejum estava 67.

Alguns números dos últimos destros:

  • Muito baixo
  • Muito alto
  • Na meta!

93, 67, 161, 101, 217, 62, 159, 64, 72, 168, 45, 218, 108, 62, 175, 207, 110, 220, 144, 199, 82, 48, 64, 100, 211, 243, 75, 136, 62, 222, 92, 158, 94, 204, 249, 166, 124, 74, 79...

terça-feira, 16 de junho de 2009

Estudo alarmante

A grande maioria dos diabeticos não controlam a doença, diz estudo

Notícia extraída da internet:



Um estudo recente avaliou o estágio atual do controle do diabete em 6.000 pacientes brasileiros, atendidos em serviços médicos públicos e privados de saúde.

Os resultados do estudo são alarmantes: apenas 10,4% dos pacientes com diabetes mellitus do tipo 1 e 26,8% dos pacientes com diabete do tipo 2 apresentaram um controle adequado da glicemia (níveis de açúcar no sangue), conforme a dosagem da hemoglobina glicosilada (HBA1c), exame que avalia o controle médio da doença nos últimos três meses.

Os resultados deste estudo reforçam ainda mais a importância da atualização contínua e da participação dos clínicos não-endocrinologistas nas estratégias de atenção ao portador de diabetes mellitus.

O diabetes é a quarta principal causa de morte no Brasil. O risco de morte em diabéticos é duas vezes maior que em não-diabéticos. Para que estas estatísticas sejam melhoradas, o controle efetivo do diabete mellitus passa a ser de fundamental importância.

Fonte: Portal do Coração

Esta é de fato uma realidade aterradora, visto que a doença é uma das maiores causas de morte no mundo, em alguns países estima-se ser a maior, aqui no Brasil não está muito longe disto.
Mas de quem seria a culpa? Seria falta de informação, de esforço do paciente, de prioridades dos órgãos públicos? É realmente muito difícil exercer o controle, mas com o apoio necessário, não é algo tão impossível de se concretizar. Penso também que a falha está, não só nas autoridades, mas com certeza no grande desinteresse do portador da doença, um fato que me deixa muito triste em saber que pessoas estão morrendo pelo desinteresse, somente. Não é a toa que mitos são sustentados até hoje, que diabéticos comem até se empanturrar pensando que por não ter ingerido açúcar (ou pensar não ter ingerido) estariam sob controle, livre de preocupações. Tem pessoas que simplesmente ignora a medicação prescrita, por incrível que pareça, já vi muitos casos assim, ficam atrás de curas miraculosas, de ervas com poderes medicinais, mas fazem de tudo isso um simples pretexto pra fugir da realidade, ou procurar caminhos mais fáceis, que talvez não existam. Não duvido do poder das ervas, visto que o natural existe muito antes das farmácias existirem, aliás, muitas vezes acredito mais naquilo que é da natureza como medicamento, do que da indústria farmacêutica, que visa os lucros mais que a saúde do doente, porém o tratamento convencional jamais deve ser ignorado.
O diabetes não é uma doença somente, é também um exercício de vida, no qual temos que estar atentos, determinados, dispostos a aprender com ele, se aceitamos esta condição, tudo fica mais fácil, mas temos que aceitar, antes de tudo.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Relaxando, um pouquinho...

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Pessoal, como este blog foi criado para que eu pudesse partilhar as minhas experiências com vocês, vou ter que partilhar isto também. Devo confessar que ando meio relaxado, faz caras que não pratico nenhum exercício, já nem levo meus dois pequenos (cachorros) pra passear, estou me alimentando de forma inadequada, menos alimentos saudáveis e mais frituras, industrializados, e ainda por cima estou atrasando a insulina quase todos os dias, ontem mesmo eu fui aplicar com quase quatro horas de atraso, que cabeça a minha! Bom, o pior é que eu tinha tomado um café reforçado, comido inclusive alguns biscoitos doces, pois acordei com tremedeira (hipo, na certa), só que por incrível que pareça, quando fui medir a glicemia, no momento em que me dei conta do desleixo, o resultado não poderia ser melhor, 76! E o que me conforta é saber que minha glicemia jamais esteve tão controlada, mesmo com certo relaxo, fiquei por quase uma semana sem ver os índices acima de 180, coisa que nunca tinha acontecido, e hoje a glicose estava 129 mg/dL após a primeira refeição do dia (tomei achocolatado que contém açúcar, inclusive, e comi biscoitos doce, pra variar), e agora à noite, antes da segunda aplicação de insulina, e após o café da tarde, que costuma ser o horário de maior índice, a glicemia chegou a 175, considero um bom índice, se for levar em conta o histórico desse horário, há algumas semanas atrás sempre passava de 300.
É certo que isto não significa que eu deva permanecer no desleixo, tenho que me conscientizar, que levar uma vida mais saudável, não é bom só para controlar o diabetes, pois isto o faço comendo até porcarias, mas é bom para que eu possa viver mais, e para que venha a evitar outros problemas futuramente, posso até não sofrer pelo diabetes, caso me controle, mas isto não significa que meu estilo de vida não vá me levar a um ataque cardíaco, por isso tenho que me cuidar, ser mais responsável, acho que estou precisando de uns puxões de orelha, e não posso mais contar tanto com a família pra isto, pois depois que me viram mais controlado, pararam de vez de pegar no meu pé. Amigo leitor. Deixo o espaço aberto para que você tome à liberdade de me puxar as orelhas! Tá bom?

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Diet, light, e orgânicos: Valem a pena comprar?

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Quem me conhece já sabe que ainda fico super revoltado com certas coisas que acontecem na vida de um diabético. Uma delas é ter que, em muitos casos, como o meu, depender única e exclusivamente da saúde pública pra receber o necessário ao tratamento do diabetes. O que mais me irrita, com tudo, não é nem tanto a saúde pública, pois no meu caso até que ela não é de todo o ruim, como tem sido pra muita gente, mas o que me deixa revoltado mesmo é o custo absurdo que é ter uma alimentação mais saudável nos dias de hoje. Você já parou para comparar os preços dos diet/ light com os comuns? Enquanto o pão de forma tradicional, de uma marca bastante popular, sai por 2,50 R$ à unidade de 500g, o integral, de apenas 400g e de uma marca menos conhecida sai por 4,80 R$! Outros, com 350g, de outras linhas e marcas, chegam a custar em torno do mesmo preço, apesar de apresentarem menos conteúdo na embalagem. Encontrei um mais em conta, porém a marca traz o logotipo do próprio mercado, no custo de 3,00 R$ a embalagem de 400g, ainda por cima continua caro, se for levar em conta a qualidade duvidosa.
No mundo diet não encontramos apenas pão integral, é claro, existe uma infinidade de produtos que são classificados como dietéticos ou de reduzido teor disso ou daquilo; à medida que o consumo de "besteiras" cresce no mundo, cresce também a necessidade de alimentos específicos para compensar os exageros, ou mais ou menos isso.

É até irônico, mas às vezes a saúde do corpo traz a doença do bolso!
Você já comprou alimentos orgânicos? Eu não.
Sou meio chato com relação a isso. Eu fico me perguntando por que eles cobram o dobro só pra NÃO ter que colocar certas porcarias no alimento, como adubo inadequado e agrotóxicos, deveria é sair mais barato, pela lógica. Claro, sei que não é bem assim, também existe todo um trabalho com relação ao cultivo sem pesticidas, mas não deveria custar tão mais caro, na verdade todos alimentos, ao meu entender, tinham que ser orgânicos, sem aditivos prejudiciais à saúde, assim teriam de ser produzidos á larga escala, e em contrapartida, com preços mais atraentes. Eles ainda não entendem que quando compramos o tomate, queremos o tomate, e não um agrotóxico que pode causar câncer, e não é justo pagar mais pra que ele não venha junto.
Bom, desabafos à parte, vamos ao que interessa: os preços.
Não é todo diet que custa mais caro, e a tendência é esta, se igualarem os custos, pelo menos em boa parte das opções, dependendo do tipo de produto. A maionese mais vendida no país, por exemplo, custa o mesmo preço tanto na versão comum quanto na light. A margarina de reduzido teor calórico não apresenta um custo tão elevado se comparada a normal, a diferença gira em torno de 0,90 R$, ou menos, dependendo muito da marca. Em geral, são produtos como os que estão tendo seus preços reduzidos nas versões dietéticas, como a margarina, , sorvete, e alguns outros, como a maionese e o refrigerante, o interessante é que este último não custa nem um centavo a mais que o convencional, já encontrei casos de ser até um pouco mais barato. As guloseimas, por outro lado, estão longe de um preço mais acessível ao bolso. O pior dos "assaltos", se assim quiser descrever, está mesmo na sessão mais deliciosa do supermercado. No caso dos chocolates, o negócio é ter dinheiro sobrando, ou glicemia em baixa pra beliscar um açucarado. Do contrário é melhor passar longe. Os preços podem variar muito, mas a diferença em alguns casos chega a ser assustadora, enquanto o chocolate comum de uma de uma determinada marca, embalagem de 100g, sai por menos de 2,00 R$, o que não contém açúcar custa entre 4,00 R$ e 5,00 R$, e não é o mais caro ainda. Biscoitos, é melhor nem perguntar o preço.
É obvio que tanto custo pode ter uma explicação - se é mais caro pra produzir, é mais caro pra vender, embora essa tese não se aplique a todos, alguns saem até mais baratos por ter maior proporção de água em sua composição, afim de reduzir seu teor de gordura - porém sabemos que não é bem este o único motivo dos altíssimos preços. Acontece também que existe uma procura menor, se comparada á compra dos produtos comuns, com as versões diet e light, tão como os orgânicos, só que eu acredito não ser este, ainda, o maior motivo. Creio que as indústrias procuram se beneficiar da necessidade do consumidor, pergunte para o mesmo se ele compra por que quer, ou precisa. O alimento não é um produto dispensável, que você escolhe comprar ou não, e se a saúde não permite que você adquira os mais baratos, e se o bolso permitir, você fará o máximo para comprar o que precisa, muitas vezes não pergunta nem o preço, e as industrias adoram isso.

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